sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Quando tudo ajuda ...

O governador-candidato anunciou que não mais se licenciará para se dedicar exclusivamente à campanha reeleitoral.
Concluiu que nem é necessário, pois com a generosa força que recebe dos principais meios de comunicação, pode ficar em casa brincando com o cachorrinho novo e se poupando da dureza do trabalho.
Ademais, o governador-candidato também tem a vantagem de poder transformar comitê eleitoral em repartição pública de vacinação infantil sem ser molestado pela justiça eleitoral. Ah, com direito a usar materiais, equipamentos e funcionários públicos!! Sem deixar de recordar que o feito se deu em Imbé e que os funcionários atuavam devidamente uniformizados.

Um comentário:

Claudia Cardoso disse...

É por aí mesmo: responsabilizar médicos e pacientes pelo uso dos medicamentos!!! Já se ouviu de um sub-secretário da Secr. a seguinte expressão: "com o preço de um transplantado, trata-se X casos de pneumonia". Sou transplantada de fígado há dez anos e busco medicamentos na farmácia de medicamentos especiais. Em 2005, tomei 100mg de ciclosporina, quando a minha dose é 50 mg por um mês, assim como, em meses alternados, tomei micofenolato sódico, quando deveria estar tomando o micofenolato mofetil. Não tive alteração alguma dos meus exames de sangue, não me afetou a saúde em nenhum desses casos, mas sei de gente que é intolerável ao sódico e teve problemas. Mas a briga maior entre Secretaria da Saúde e médicos de transplante tem a ver com o Interferon que muitos pacientes com problemas hepáticos precisam tomar. Há um novo tipo com menos efeitos colaterais e os médicos técnicos da Saúde alegam que não se sabe da sua eficácia. O que esconde, na verdade, o problema do preço: este último é eficaz sim, mas é mais caro.
Hoje em dia, recebo meus medicamentos regularmente, dose e tipo corretos, mas continuam faltando medicamentos para outras moléstias. Terminaram as filas de 3 horas para retirar o remédio na farmácia especial, mas, pelo que li no blog, ainda permanece a ação do ministério público sem resolução. O irônico de tudo isso é que grande parte da classe médica que trabalha no SUS foi eleitor do Rigotto.