segunda-feira, 2 de julho de 2007

De Perón a Kirchner, tudo em família

Na peculiar tradição política argentina, esposa de Presidente do país pode se tornar sucessora. Juan Domingo Perón concorreu em 1973 à presidência da Argentina tendo Isabelita Perón como vice, aproveitando a popularidade da primeira-dama e a comparação simbólica dela com Evita. Foram eleitos e, com a morte de Perón em 1974, Isabelita o sucedeu no cargo e governou o país até o golpe militar de 1976.

O atual presidente Néstor Kirchner vai na mesma balada. Indicará Cristina Kirchner como candidata da situação à sua própria sucessão. O plano é o seguinte: ela se elege neste ano para comandar o país até 2012, quando então ele se apresenta novamente como candidato presidencial.

De acordo com pesquisas recentes, Cristina Kirchner - tratada como o “fator K” – figura na frente com 46,2% das preferências contra Elisa Carrió de centro e 11,1% do direitista Roberto Lavagna.

Independentemente da rotulação ideológica apressada que se queira fazer de Kirchner, o fato é que seu governo representa avanços importantes na nova geopolítica continental e é alentador no aspecto da recuperação da memória e da punibilidade dos crimes cometidos pela sanguinária ditadura argentina.

Seja com o “fator K” ou com qualquer outra fórmula, o fato é que é essencial manter aquele país em rumo distinto do que lhe dariam a menenismo, o direitismo e os neoliberais argentinos.

Um comentário:

Claudia Cardoso disse...

Durante a palestra do Koutizzi, eu me lembrava das minhas amigas argentinas que tem verdadeiro pavor da sra. Kirschner, por considerarem-na personalista e autoritária. Veremos o que irá acontecer na Argentina, caso se consolide seu nome para a sucessão e seja eleita.