A forma de condução e a compreensão estratégica de longo prazo dos seus operadores são características que têm assegurado êxito na implementação dessas reformas, imprescindíveis para a nação e para a sociedade brasileira. É o que vem acontecendo em relação à Política Externa e aos assuntos da Justiça, vista sob a jurisdição do Poder Executivo. Para ler o artigo integralmente na Carta Maior, é só clicar.
terça-feira, 22 de maio de 2007
Justiça e Política Externa tornam crível a idéia de uma República
segunda-feira, 21 de maio de 2007
No Império, crítica e divergências são crimes
Michael Moore, cineasta estadudinense que marca sua produção cinematográfica por uma crítica dura e sarcástica ao modo de vida nos Estados Unidos e ao “regime” de George W. Bush, reconhece que deverá enfrentar uma “tempestade” no retorno ao país após a viagem de apresentação do seu último filme, Sicko, no Festival de Cannes.
O motivo da “tempestade” é a alegação de que ele violou o embargo dos Estados Unidos a Cuba, pois viajou de lancha até Guantánamo [território dos EU em Cuba] e após para Havana [território livre], onde realizou filmagens com voluntários dos resgates à torres gêmeas de 11 de setembro de 2001 que, doentes, não recebem tratamento de saúde no seu país. Sicko, expõe as deficiências do sistema de saúde pública nos Estados Unidos.
Miseráveis – A estética da dor
Miseráveis – A estética da dor é a maravilhosa exposição de Arminda Lopes que acontece no MARGS até o dia 24 de junho.
Com qualidade técnica exuberante e própria de uma artista que aprendeu com Vasco Prado, Leila Sudbrack e outros mestres, a mostra é uma exibição do cotidiano urbano e suas paisagens compostas de humanos que são desumanizados por um sistema injusto e cruel.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Privatização do Araújo Viana
Em conversa com BiruTaDoSuL sobre a entrega do auditório Araújo Viana para uma empresa explorar, o ex-Secretário de Cultura de Porto Alegre, Vitor Ortiz, fez as seguintes observações:
“O governo municipal deveria solucionar diretamente o problema do Araújo Viana, pois é um equipamento público e, além disso, importantíssimo para a cidade. Se não tivesse orçamento próprio, deveria ter priorizado a recuperação do Araújo através da busca de mecanismos alternativos, como as leis de incentivo, linhas do BNDES e outros canais que poderiam ter sido utilizados.
A opção do governo atual não pode ser vista de outra forma senão a da privatização. Quem passará a programar e principalmente comandar a programação, o tipo de uso e o público freqüentador do ex-espaço público serão os interesses privados. Ninguém seria louco de fazer um investimento de aproximadamente 10 milhões de reais sem esperar um retorno ainda maior.
Esta decisão reflete com muita clareza o deliberado afastamento da PMPA de seus compromissos com o desenvolvimento cultural da cidade e com a inclusão dos portoalegrenses neste contexto. Essa tendência é absolutamente inversa à tradição construída por várias gerações anteriores.”
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Em Guantánamo é pior
terça-feira, 15 de maio de 2007
O Fórum Social na encruzilhada
Com um artigo reflexivo sobre o estado das artes do Fórum Social de Porto Alegre após as sete edições mundiais até aqui realizadas, o cientista político Walden Bello, que também é integrante do Conselho Internacional do FSM, abre de maneira muito positiva o debate sobre o papel do Fórum e as perspectivas de futuro para o movimento altermundista.
Esta análise destoa de algumas posturas patrimonialistas que vicejam nas instâncias brasileiras e internacionais do Fórum, que ao invés de se dedicarem ao esforço aberto e democrático de reflexão sobre o processo e seus desafios, andam em círculos com atestados genéticos de paternidade. Além de atuarem na retranca contra posições que possam balançar o “cartório”.
O atual estágio de desenvolvimento do Fórum é propício para a realização de retrospectivas sobre o processo e de projeção de estratégias, políticas e funcionamento ajustado aos complexos desafios mundiais. Para ler o artigo de Walden Bello, clique aqui. [quando solicitado, digite a senha "walden" para acessar o arquivo]
Depoimento à feição
Conflitos e atritos como constantes
O governo de Yeda CrusiusCredo se notabiliza como aquele que coleciona inúmeras crises desde antes mesmo de tomar posse. Nesta semana, ao realizar as rotineiras e periódicas substituições no secretariado, a governadora criou dois novos problemas, ao invés de acertar na solução.
A escolha do ex-deputado Coffy Rodrigues para a Secretaria de Obras acirra ainda mais os ânimos no PDT, porque sôa a provocação pura ao partido que saiu do governo após a demissão do Secretário de Segurança e devolveu os cargos à governadora.
Ao escolher o procurador do Ministério Público para a Secretaria do Meio Ambiente, o governo inevitavelmente permite que se aluda, desse fato, a tentativa de facilitar interesses governamentais - leia-se das plantadoras de eucaliptos e das corporações empresariais - junto aos órgãos ambientais e jurídicos do [e de] Estado.
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Deputado Raul Pont é um elogio à corência política
O deputado
O deputado Raul disse: “não temos condições éticas e nem morais para fazer este automatismo”. E defendeu a votação em plenário, ao invés do simples ato administrativo da incorporação automática de mais 29% nos próprios salários:
“Do nosso ponto de vista, qualquer aumento salarial para os deputados estaduais terá de ser discutido e votado em plenário. Não há nenhuma condição de aceitarmos este reajuste, mesmo sabendo que o percentual é relativo a índices inflacionários dos últimos quatro anos. Este aumento contrasta com a proposta de reajuste de 3,3% no piso regional oferecida pelo governo estadual.”
O deputado
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Privilégios em cascata
A decisão de Suas Excelências federais tem efeito cascata para praticamente todos os legislativos do país, de Câmaras de Vereadores a Assembléias Estaduais, que têm os salários dos edis vinculados aos de deputados federais.
Os deputados estaduais gaúchos a algum tempo agem matreiramente, se precavendo do constrangimento e desgaste de terem de votar aumentos salariais, tendo seus ganhos fixados automaticamente em 75% do que recebem Suas Excelências federais. Com isso, passarão a ganhar 12.384,06 reais ao mês.
Quando privilégio e impunidade se parecem a mesma coisa
Suas excelências, os deputados federais, aumentaram ontem em 28,5% os próprios salários, que passam para 16.512,09 reais. Na mesma sessão também aumentaram os salários do Presidente da República e dos Ministros de Estado, que passam respectivamente para 11.420,21 e 10.749,02 reais.
A medida tem vigência a partir de 1º de abril, portanto Suas Excelências receberão retroativamente as diferenças havidas. Com o aumento nos salários, suas excelências atenuam a condição de heróis sacrificados dos Ministros de Lula.
Suas Excelências na verdade se mobilizam forte desde o final do ano passado para aumentarem os próprios salários em 91% [abordado em dez 2006 por BiruTaDoSuL nos artigos “A deformidade dos salários” e “Deputação ou Depravação?”, clicar para lembrar] para passarem a receber o mesmo teto do Poder Judiciário, de 24.500 reais.
Ao invés de aumentarem os próprios salários para 16 mil reais, Suas Excelências deveriam propor seu congelamento e vincularem qualquer novo aumento a determinado número de salários mínimos.
Nos dias atuais, de descrédito e desgaste do Parlamento, do Poder Judiciário com membros implicados com a máfia da jogatina gozando de leis especiais, privilégio e impunidade passam a impressão de serem a mesma coisa.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Vitória de Sarkozy revela ocaso de certa “esquerda”
A França, a velha e exemplar França que desde séculos ilumina o mundo com as luzes da liberdade, da igualdade e da fraternidade, já não vem conseguindo emitir os mesmos sinais reluzentes do passado.
Aquele país da Revolução Francesa, da Marselhesa, da Resistência ao nazismo e, menos remotamente, a França do Maio de 68, parece confirmar seu ocaso diante da onda de direita que assoma também em outros países europeus.
A eleição do direitista Nicolas Sarkozy na França expõe de maneira ainda mais clara o atual contraste entre os contextos sócio-políticos da Europa e da América Latina. Enquanto no continente latino-americano fervilham experiências de governos progressistas e de esquerda, na Europa as tensões e insatisfações sociais não têm se traduzido automaticamente em avanços políticos e eleitorais para a esquerda partidária. Ao contrário e contraditoriamente, a crise no velho continente tem beneficiado as tradições ideológicas da direita – em alguns casos os setores mais xenófobos.
A situação eleitoral que se desenha na Inglaterra não se afasta desse marco geral, com a tendência de desfecho favorável ao conservadorismo mais duro em substituição a Tony Blair, em que pese as razões para o esgotamento da política pseudo-socialdemocrata serem de recorte crítico e progressista, como as questões sociais, de emprego e a forte crítica à participação inglesa na guerra do Iraque.
A terceira derrota presidencial sucessiva que sofre o Partido Socialista Francês [PSF] desde 1995 – quando não fez a sucessão ao governo Mitterrand -, produzirá profundas mudanças na agremiação. Sob outro ângulo, a derrota do PSF, assim como a iminente dos trabalhistas ingleses, acelera o enfraquecimento dos setores tidos na Europa como de esquerda [mais devido à nomenclatura adotada que aos programas: socialistas, trabalhistas, verdes, social-democratas, etc], que ao longo das experiências nos governos executaram essencialmente planos neoliberais.
De outra parte, o conjunto dos agrupamentos da verdadeira esquerda – na Europa designada como esquerda radical – alcançou ao redor de 10% nesta eleição na França. Este setor antineoliberal que se referencia no ideário do Fórum Social Mundial teve um crescimento de 30% em relação à última eleição francesa, tendo como grande revelação o jovem carteiro de 33 anos,
Mais além da legítima preocupação com o ascenso de um reacionário ao governo francês, é preciso enxergar o processo em curso sob outro ângulo que ajude a desvelar o fenômeno europeu da perda de influência dos partidos políticos centristas que convergem à direita para se transformarem em sócios bastardos do neoliberalismo. A esquerda francesa, herdeira legítima do Maio de 68, se souber atualizar seu programa e ampliar a audiência na sociedade sem perder a identidade, poderá acumular forças e energias para se tornar opção real de poder democrático e popular em médio prazo.
Na América Latina avançam projetos que poderão fazer avançar o processo de integração continental no rumo de importantes mudanças geopolíticas. Esse é o espírito de iniciativas como a Alternativa Bolivariana para as Américas – ALBA e o Banco do Sul, por exemplo. É com a radicalização de projetos democráticos e populares em cada país latino-americano e na consolidação de uma América integrada e livre que poderemos inflamar o velho continente com as melhores aspirações de mudanças pela esquerda.
terça-feira, 8 de maio de 2007
“toda idea siniestra debe ser sometida a críticas demoledoras sin concesión alguna”
E poder-se-ia agregar a esta frase do Fidel: "toda persona siniestra y arrogante también debe ser sometida a las mismas críticas demoledoras sin concesión alguna
La tragedia que amenaza a nuestra especie [reflexões de Fidel Castro, publicadas no Granma]
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Novas dificuldades para o Império
As dificuldades militares dos Estados Unidos não são restritas ao Iraque, embora as atenções da mídia internacional mirem quase exclusivamente aquela área de conflito bélico em que está metido o império.
No Afeganistão, a situação de descontrole é cada vez maior, e crescem os movimentos de oposição tanto armada quanto política ao regime manietado pelo governo estadudinense com o o apoio da OTAN, como também as redes terroristas – Al Qaeda à frente – começam a reconstruir sua capacidade logística e operacional.
Na realidade, o governo Bush teve de “compartilhar” na marra o gerenciamento do conflito no Afeganistão com os países-membros da OTAN para se dedicar crescentemente à situação iraquiana, que a cada momento passa a etapas mais complexas e incontroláveis.
Immanuel Wallerstein, em artigo publicado no La Jornada, lança a hipótese de que dias ainda piores poderão advir para o império no Afeganistão. E lança a pergunta: “ذEs Afganistán la siguiente derrota?” [clique para ler]
Confúncio no Planalto
Mangabeira Unger é o pensador - como gosta de se auto-definir - que em 2006 fez côro ao espírito golpista da direita escrevendo o artigo “Pôr fim ao governo Lula” [sic], no qual afirmou que “o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional” e que Lula seria “avesso ao estudo e ao trabalho”.
Hoje, porém, Mangabeira diz que aceita o convite de Lula para participar “dessa obra de transformação”. Ele deve ser referir, presumivelmente, ao governo Lula, que só será considerada uma “obra” de “transformação” a partir de agora, quando ele passará a integrar o mesmo governo que já foi, na própria opinião, “o mais corrupto de nossa história nacional”, capitaneado por aquele que é “avesso ao estudo e ao trabalho”.
A presença do filósofo na condução dos assuntos estratégicos e de longo prazo da República seria hilária [na parte que toca a ele] não fosse trágica - porque afetará a todos nós, os tementes da Planície. Em entrevista à Folha de hoje, revela-se admirador do “talento analítico de Daniel Dantas”, aposta no potencial da auto-ajuda da “classe média emergente” e revela a presunção de que desempenhará um papel messiânico na política brasileira.
A função de Messias
Definindo a si próprio como “pensador e cidadão” [nessa ordem], o filósofo profetiza que “temos de dar instrumentos à energia dispersa e frustrada do país” ..., “que transforme em flexibilidade preparada o espontaneísmo inculto do nosso povo”. Tóing!
O filósofo também divaga que “se nós olharmos embaixo, para essa classe média emergente, temos uma nova forma associativa e de auto-ajuda no Brasil, que o país não vê”. Só o olhar profundo do filósofo consegue enxergar “embaixo” uma “classe média emergente” altruísta e solidária e não o imenso e real pobrerio do país.
O oráculo da política
O filósofo, que fez parte em 2005/2006 da pior onda golpista desencadeada pelo udenismo que serviu para ao menos demonstrar a higidez institucional do país, defende a diminuição da “dependência das mudanças em relação às crises”, e ensina que “conseguiremos isso por meio de uma democracia de alta energia, mudancista”. Tóing! Tóing!
Tal democracia “de alta energia, mudancista”, contudo, não contempla plebiscitos e referendos. Sentencia o filósofo: “É um erro confundir democracia mais participativa com democracia plebiscitária. O plebiscito isoladamente e uma grande democratização da informação e da participação nos processos decisórios sempre trazem o risco do cesarismo.”. Democracia sim, do tipo que permite que se case com quem quiser, desde que seja com ... Maria ...
Um emissário do Norte
O espírito de doação do filósofo, que renunciará ao salário mensal de quase cinqüenta mil reais por mês [afora polpudas consultorias, como as que prestou ao Daniel Dantas] ganhos na Universidade de Harward, fica ainda mais evidenciado quando se sabe que aqui se tornará um “herói” [como Lula chama seus abnegados Ministros] que receberá somente oito mil reais por mês.
Mas ele virá, trazendo consigo o propósito de consertar o Brasil e conferir ao país um sentido de futuro, apesar de considerar que “as instituições políticas, econômicas e educacionais do Brasil são de uma rigidez mortífera.”.
Os colegas dele, segundo o próprio, estão exultantes com a empreitada que assumirá no país-laboratório chamado Brasil. O filósofo diz que “estão todos querendo que aconteça alguma coisa, querem uma alternativa.”. Decerto agora as coisas vão ...
Harward, a Universidade onde o filósofo ensina, é o centro moral e teórico dos badboys do neoliberalismo mundial. O candidato tucano-pefelista Alckmin, aliás, passa uma temporada de estudos por lá.
Por todas essas, e apesar de todas essas, é necessário continuar acreditando que “a vida é bela”, como disse Trótski em seu testamento político, e “que as gerações futuras a limpem de todo o mal, de toda opressão, de toda violência e possam gozá-la plenamente.”. Infelizmente a realidade, nem tão bela, insiste em revelar a tragédia do pragmatismo e do cretinismo.
sábado, 5 de maio de 2007
Hércules 56 acontece na bela e doce capital
Com o apoio do IDEA – Instituto de debates, estudos e alternativas de Porto Alegre e outras instituições e patrocinadores, acontece a pré-estréia do documentário Hércules 56 na bela e doce Porto Alegre na próxima sexta-feira, 11/05.Após a sessão de exibição, que iniciará as 19 horas, haverá um debate-depoimento com a participação de Ricardo Vilas,
O documentário reporta a passagem do seqüestro do embaixador estadudinense Charles Elbrinck, arquitetado e executado por ativistas do MR-8 e ALN em setembro de 1969, durante a ditadura militar no Brasil.
Para a soltura do embaixador, as organizações exigiam a publicação de um manifesto [cuja redação incumbiu ao
Dentre os ativistas políticos trocados, figuravam personagens ainda vivos e que atuam na política, nas artes e na cultura no Brasil de hoje, como Vladimir Palmeira, Ricardo Vilas,
Hércules 56, que inspira o nome do filme, é o modelo do avião da FAB que transportou os militantes que tiveram a nacionalidade cassada e iniciaram um longo exílio a partir do desembarque no México.
A possibilidade de estrear o Hércules 56 nesta data na capital gaúcha foi se concretizando à medida em que programávamos a agenda de Ricardo Vilas
Ricardo é um dos nove militantes remanescentes daquela experiência, e foi o mais jovem dentre todos. Ele prestou depoimento para o filme-documentário, que relata os lados complexos da existência desterrada, de resistência, no exílio, da luta, da tenacidade e da saudade.
sexta-feira, 4 de maio de 2007
O que fazer com tanto dinheiro? Pode ser o Banco do Sul.
Acontece na bela e doce Porto Alegre ...
O cantor e compositor Ricardo Vilas há vários anos divide sua carreira entre a França e o Brasil. Em maio deste ano, ele estará Ricardo Vilas fundou e integrou o Momento Quatro com Zé Rodrix, David Tygel e Maurício Maestro. O grupo defendeu com Edu Lobo a vitoriosa Ponteio no Festival da TV Record em 1967.
Após ser exilado em 1969, Ricardo percorreu um rico caminho como compositor e intérprete na Europa, ao lado de Teca Calazans e de outros grandes músicos. Na volta ao Brasil nos anos 80, ele dirigiu o Globo de Ouro, foi diretor musical do Sítio do Picapau Amarelo e produziu trilhas sonoras para várias novelas da TV Globo. Também teve músicas suas gravadas por intérpretes como Simone, Angela Maria, Nana Caymmi, Joyce, Sa & Guarrabira, Claude Nougaro.
A presença de Ricardo Vilas
quinta-feira, 3 de maio de 2007
Aprendiz da truculência
O governo de Yeda CrusiusCredo se notabiliza por muitos ineditismos não só de maus feitos políticos como de hábitos políticos truculentos. Daria para fazer um rosário de considerações a respeito, o que não é o propósito na presente ocasião.
O Secretário Estadual de Planejamento, Ariosto Culau, fiel ao estilo “cirurgia a frio” da governadora, se saiu com essa sobre sua colega de secretariado Vera Calegaro, que está ameaçada de demissão:
“Na área de meio ambiente, o governo espera muito mais, espera que se tenha uma visão de desenvolvimento sustentável e não só de defesa única e exclusiva dos recursos ambientais. A Vera é altamente qualificada, mas se esperava outro papel da secretaria.
- Não tem free-lancer no governo. Ou se compromete com o projeto, ou sai.” [extraído da coluna de Rosane de Oliveira].
O Secretário, um jovenzinho tecnocrata afeiçoado ao estilo “mando e desmando” lá “das Brasília”, com sua atitude mais realista que a Rainha, cresce no conceito do governo estadual.
Com o ascenso da truculência, desce a civilidade política.
Rendida às chantagens
i] a rendição de Yeda às chantagens feitas pelas mega-empresas do eucalipto, à revelia das normas, proteções legais e zoneamento ambiental, e
ii] o dano de Yeda à imagem do Ministério Público, pois o convite ao procurador de justiça para a titularidade da pasta do Meio-Ambiente, na forma e nas condições em que se deu, se assemelha a uma tentativa de adulação da instituição – outra vez para atender às chantagens das mega-empresas;
iii] o desprezo de Yeda pelas instituições de Estado, como a FEPAM, novamente para corresponder às chantagens das mega-empresas.
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Biocombustiveis: relatório da FAO aponta riscos à segurança alimentar
A notícia pode ser lida no saite último segundo, clicando aqui.
Prestígio de palanque
O sinistro - e não menos presitigiado - Delúbio Soares esteve lá, no palanque da CUT em comemoração ao 1º de Maio em São Paulo.
Logo ele, que não faz nenhuma falta, não faltou ao 1º de Maio ...
terça-feira, 1 de maio de 2007
Só falta você
Mas bem que o Lula poderia ter participado das festividades em São Bernardo do Campo. Se tivesse dado uma esticadinha depois do enterro do Otávio Frias e permanecido em São Paulo desde a tardinha de segunda-feira [30/04], encontraria tempo para tanto.
É a primeira vez, desde 1979, que Lula deixa de participar da missa em São Bernardo alusiva ao dia internacional do trabalhador. Na verdade, em outra ocasião - em 1980, preso pela ditadura militar - também se ausentou da missa, porém sua família o representou.
Da primeira vez que participou da missa como Presidente da República, em 1º de Maio de 2003, Lula fez as seguintes declarações:
"Podem ficar certos de que a cada 1º de Maio eu estarei aqui, nesta igreja, neste mesmo horário, para, a cada ano, ir prestando contas das coisas que nós vamos fazer"
"Quero dizer a vocês, companheiros da Pastoral Operária, que podem ficar certos que todo 1º de Maio, às 9 horas da manhã, o presidente da República estará aqui para prestar contas do que estamos fazendo neste país".
Sinais de que os tempos são outros e de que o 1º de Maio no século XXI em nada lembra o passado.
Privilégio de Excelência
O privilégio em questão é para alguém que, no cargo de Ministro do STJ, facilitou as coisas para a máfia do jogo dentro da instituição, concedendo sentenças judiciais favoráveis aos interesses do crime organizado.
Não bastassem os fartos indícios já existentes, foram publicadas hoje gravações em que Sua Excelência cometia outra irregularidade, de antecipar voto em julgamento e orientar advogado de réu a respeito de procedimento a ser adotado em julgamento de seu interesse na Côrte.
Se não houver nenhuma ação política e jurídica, é bem possível que tudo acabe da forma de sempre: o Brasil terá um novo Lalau endinheirado e bem aposentado às custas da Dona Maria e de todo o povo brasileiro.
Secretário se confunde sobre quem o chefia
O Secretário da Segurança do RS, José Francisco Mallmann, parece pensar que ainda trabalha na Polícia Federal - órgão vinculado administrativamente ao Ministério da Justiça.
Ao lado da governadora Yeda CrusiusCredo, Mallmann entregou ao Ministro
Não só o Secretário Mallmann parece se confundir sobre quem é seu chefe, como a governadora imagina que além da cedência do delegado Mallmann para a chefia da Secretaria de Segurança, o governo federal fará tudo o que ela é incapaz de fazer.
Como se vê, governar é mais complexo que fazer promessas mistificadoras na campanha eleitoral.
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Instâncias comprometidas
Novo exemplo – outra vez nada alvissareiro - ocorre nestes dias, em que juízes do trabalho e ministros do Tribunal Superior do Trabalho promovem feriadão de primeiro de maio e realizam congresso [sic] em luxuoso hotel de praia em Natal – RN.
Detalhe: com todas as despesas de viagem, de alimentação, dos lanchinhos, das mordomias e luxúrias bancadas pela FEBRABAN, a poderosa Federação Brasileira dos Bancos. Com isso, não fica muito difícil intuir-se o quão isentas devem ser as posições da magistratura do trabalho nos litígios entre bancários e banqueiros.
Definitivamente, o judiciário brasileiro – em todas as suas especialidades e jurisdições – dá reiteradas mostras de desmoralização e de distanciamento da realidade do país. E não só devido ao envolvimento de magistrados com a máfia do jogo e o crime organizado, mas também porque eles se auto-concedem salários nababescos, só querem habitar prédios faraônicos, se protegem com privilégios absurdos e códigos corporativos e não raro têm atitudes de déspotas perante o público usuário dos serviços judiciais.
Para o bem da democracia brasileira, urge uma reforma do judiciário que republicanize a justiça, tornando-a ágil, "justa", próxima aos anseios da sociedade e submetida ao controle público.
Não é aceitável situação como, por exemplo, de presidente da mais alta côrte eleitoral do país [TSE] se comportando como feroz líder partidário de oposição.
O Poder Judiciário não pode ter, dentre suas fileiras, aqueles que perdem a isenção e a razão tanto por se filiarem ao crime organizado como por se filiarem a movimentos partidários ou empresariais.
sábado, 31 de março de 2007
Henry Sobel ter gosto apurado
O alegado transtorno de humor que o acometeu, não tirou do rabino o senso estético e tampouco prejudicou seu apurado gosto. Só foram encontradas gravatas das chiques marcas Louis Vuitton, Gucci e Giorgio Armani.
Fosse um humilde personagem do povo acometido por depressão, seu destino provavelmente teria sido outro, mesmo que o objeto de furto fosse um saquinho de pipoca para saciar a fome.
quinta-feira, 29 de março de 2007
O sentido da coisa
Como ensinou Michel Foucault, “as palavras dão sentido às coisas”. Mas não no caso dos neo-DEMocratas, cujo qualificativo [democrata] está para aquela caterva assim como o socialismo esteve para Adolfo, aquele do Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores.
segunda-feira, 26 de março de 2007
LF Veríssimo e o tempo brasileiro
Também pudera. No Brasil, a máxima analogia histórica que alguns governantes conseguem fazer é com jogos de futebol. Ou melhor [ou pior], com jogos do Corinthians, dos anos 1980.
Luis Fernando Veríssimo, na coluna de hoje, interpreta o singular sentido do "tempo brasileiro".
sexta-feira, 23 de março de 2007
De volta
E agora, qual o plano?
Durante muito tempo do primeiro mandato do presidente Lula, os petistas e o conjunto da esquerda brasileira confiavam, incrédulos, que por detrás das opções conservadoras adotadas pelo governo havia algum “plano secreto” de Lula e da então direção do PT. Plano esse que, decerto, levaria o país ao encontro com seu destino de justiça, igualdade, democracia e distribuição de renda.
Era crível se supor, à época, a existência de alguma estratégia inteligente que pudesse justificar tanto a busca desmedida por apoio congressual, como a coabitação das forças de centro-direita e direita num governo capitaneado pelo PT, eleito com mais de 52 milhões de votos. A realidade, contudo, demonstrou não só não haver nenhuma estratégia - menos ainda inteligente -, como também expôs a falta de um raciocínio sobre a contraditória realidade do Brasil e acerca da complexa dinâmica política, cultural e social do país e dos interesses fundamentais em disputa na sociedade brasileira.
Somente agora, decorridos três meses desde o início do segundo mandato, o presidente conclui a montagem do ministério, alicerçado numa amplíssima aliança partidária. A fotografia da esplanada dos ministérios exibe a heterodoxa constelação onde coexistem, lado a lado, o PT e seus históricos aliados juntamente com setores peemedebistas que até ontem integravam o raivoso bloco tucano-pefelista de oposição. Sem esquecer ex-ministros e integrantes dos governos Sarney, Collor e FHC e também os personagens que atuaram na linha de frente na ditadura militar, que hoje são “conselheiros do Planalto”.
A equação aliancista do governo tem o mérito de isolar política e institucionalmente o principal pólo reacionário do país, estruturado em torno do PFL e do PSDB. Também evitará, como se viu nesses dias, obstáculos e dificuldades no Congresso, eleito como o locus principal de apoio do governo em detrimento da sustentação social decorrente da democratização radical do Estado. A aliança governamental estará dificultando, também, a volta ao poder de Estado em 2010 daquele campo ideológico que produziu políticas destrutivas para o país. Lula busca, desse modo, assegurar sua sucessão em termos favoráveis para, quem sabe, poder conquistar um terceiro mandato em 2014 – um sonho pessoal de consumo de quem “surfa” no “lulismo”, um fenômeno acima e à parte dos partidos políticos, inclusive do próprio PT.
É notório que a formação da aliança se baseou em critérios distintos dos aplicados no primeiro mandato, e dessa vez o governo buscou o compromisso institucional e político dos partidos com o PAC. Isso é importante, mas ainda está longe de informar uma fisionomia programática e ideológica nítida do governo Lula II, pois o PAC nada mais é que uma espécie de glossário de obras do plano plurianual de investimentos que o governo constitucionalmente é obrigado a apresentar para definir metas e ações do próximo quadriênio.
Os petistas, a esquerda brasileira e a imensa maioria do povo que elegeram Lula aguardam atitudes e programas do governo que condensem uma idéia de nação e de futuro decente para o povo brasileiro, muito além da mística do PAC. Mesmo que o governo seja composto com tal amplitude partidária e ideológica, o mínimo que se espera é a apresentação de perspectivas estratégicas com reformas democráticas e realização de políticas voltadas ao social para a superação das indignas disparidades existentes no país.
Sem esse delineamento programático estratégico, corre-se o risco de que os petistas - tal como muitos dos demais integrantes da aliança governamental – tristemente conduzam ministérios como capitanias hereditárias: preservando empregos, cargos e fatias do poder.
Já não há mais incredulidade e estupefação. Os últimos anos de “irrelevância da política”, na expressão de Francisco de Oliveira, balançaram sonhos e esperanças muito antigos, que hão de ser renovados no futuro. Ninguém espera um “plano secreto”. Mas, diante da arquitetura de poder do governo Lula II, o desejável seria que ao menos fosse explicitado: e agora, qual o plano?
quarta-feira, 27 de dezembro de 2006
Feliz governo velho
No primeiro dia de 2007 toma posse no Rio Grande um governo que nasce findo. O denominado “novo jeito de governar” revelou ainda cedo o que muito fora dito sobre si nas eleições: que inova unicamente na arte de ludibriar a sociedade através de fantasias fabricadas com o auxílio do marketing eleitoral. Nas eleições passadas, foi abundante o uso de bordões e clichês para mistificar a realidade e fraudar a vontade popular. O exagero no uso de fórmulas mistificadoras ficou evidente na comparação ridícula que os apoiadores da então candidata Yeda faziam entre ela e as heroínas Ana Terra e Anita Garibaldi!! [sic]
A governadora, logo que eleita, também revelou uma singular predisposição em produzir conflito e desagregação no interior da própria aliança partidária que a elegeu. Inclui-se aí o isolamento imposto ao vice-governador, preço pago pela sinceridade com que ele expõe seus propósitos políticos e sua visão programática. Nos últimos dias, dois “futuros” Secretários de Estado “se demitiram” antes mesmo de serem nomeados. Um prodígio inédito na política gaúcha.
Com a apresentação do pacotaço contendo medidas radicalmente contrárias às promessas de campanha, Yeda removeu o véu que encobria a última nesga do disfarce eleitoral do “novo jeito de governar”. A governadora quer impor mais do mesmo veneno: aumento cavalar de impostos, remoção de estímulos à agricultura e às exportações, arrocho do funcionalismo, aperto do custeio da saúde, educação, segurança e ao mesmo tempo a preservação de bilionários benefícios fiscais para um punhado de mega-empresas. Ao invés de induzir os setores dinâmicos e tradicionais para retomar o crescimento da economia gaúcha e assim recompor as finanças estaduais, a proposta tem um viés puramente fiscalista.
O pacotaço – com ou sem remendos - poderá ser aprovado na Assembléia Legislativa, onde a governadora possui maioria. Será, parafraseando o vice-governador Paulo Feijó, “um desastre; um erro estratégico de médio e longo prazo e causa da debandada de empresas e empregos do Rio Grande”. Os partidários do governo que nasce findo se apressam em mistificar novamente a realidade, desta vez sustentando a “inevitabilidade” das medidas – como se no período eleitoral a situação fosse diferente – e enaltecendo a “coragem” da governadora em aplicá-las.
Novo jeito de comprar
Agora no Rio Grande quem compra bombacha recebe pantalha.
terça-feira, 26 de dezembro de 2006
Feijó avalia pacote do seu governo: desastre, erro estratégico, etc etc
Só não comentou sobre a monumental fraude política que é a sua governadora e que foram as promessas feitas na eleição.
quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
A deformidade dos salários
No Brasil o salário mínimo do povo trabalhador e aposentado sofrerá um reajuste de 8,5% e atingirá o valor de R$
Com o aumento dos salários de deputados federais e senadores, aumenta automaticamente a remuneração dos deputados estaduais e vereadores de todo o país, vinculada constitucionalmente a de seus pares federais. Aumenta, em conseqüência, o enorme disparate entre a renda da população e daqueles eleitos para representá-la. Com o indecente aumento – indecente na forma privilegiada de legislar em interesse próprio e no valor fixado – os parlamentares buscam equivalência com os integrantes do Poder Judiciário, que já percebem salário de R$ 24.500.
A repulsa da sociedade à tentativa dos parlamentares deve servir para a reflexão sobre a verdadeira deformidade na remuneração do setor público processada ao longo de décadas. Como pode haver um teto salarial [que ao invés de teto funciona como remuneração efetiva] de R$ 24.500 no Judiciário se o mais importante funcionário público do País, eleito por 58 milhões de brasileiros/as, percebe cerca da metade deste valor?
Os privilégios no Legislativo, Judiciário e Ministério Público de arbitrar o próprio salário, independentemente da realidade nacional, criaram castas de funcionários públicos com salários muito superiores à média paga no Executivo. As enormes diferenças reproduzem a natureza desigual e injusta da sociedade brasileira, que ostenta a maior taxa de concentração de renda do mundo e a mais escandalosa desigualdade social e econômica.
Este momento de inquietação pública bem que podia estimular um movimento cívico para se discutir a fixação, por exemplo, de um teto salarial para todo o setor público em no máximo 30 vezes o valor do salário mínimo. Igualmente seria salutar para a democracia a discussão pública e transparente acerca dos salários pagos a funcionários de empresas estatais e em instituições financiadas com recursos do erário, como as do Sistema “S” e o Sebrae.
Os brasileiros que vivem com salário mínimo – aquelas 80% de famílias do nosso povo – poderiam confiar, desse modo, que o Brasil finalmente possa se encontrar com um destino de justiça e menos desigualdade.
[IN]Dignísima Mídia
A diferença, neste ano, é que a mídia “saiu do armário” por inteiro. Atuou como projeto político-partidário com lado definido e objetivo claro de combater a esquerda, os setores progressistas e todos aqueles que representam algum obstáculo aos seus interesses. Substituiu o jornalismo pela publicidade vil contra seus adversários. Criou bordões e clichês que foram convertidos em palavras de ordem do conservadorismo. Subverteu as normas jurídicas do Estado democrático de direito segundo as quais cabe ao acusador o ônus da prova, impondo aos que acusou levianamente o ônus de provar a própria inocência. Militou abertamente na campanha de Alckmin – levando a eleição presidencial para o segundo turno – e de candidatos aos governos estaduais.
A esta extraordinária ousadia e petulância da mídia oligárquica do Brasil, tendo a Rede Globo e suas afilhadas à frente, correspondeu também a mais fantástica derrota já imposta à própria mídia pela opinião pública, pois a imensa maioria pobre do país soube discernir o que estava em jogo.
A revista Carta Capital, ainda durante o processo eleitoral, em três reportagens de Raimundo Pereira desnudou a trama montada pela Rede Globo para derrotar Lula, favorecer Alckmin e impulsionar a aliança conservadora tucano-pefelista em todos os estados do país. A carta de demissão do repórter Rodrigo Viana [clique para ler] da Rede Globo, publicada por esses dias de dezembro, comprova o quão grave foi a atitude editorial da império das comunicações do Brasil.
Também durante as eleições aconteceu uma verdadeira insurgência eletrônica através da internet com listas de discussão, contra-informação, redes de e-mails e principalmente blógues pessoais e de colunistas políticos isentos e honestos.
No âmbito estadual, foi no Paraná que houve o enfrentamento mais consciente e sistemático do papel desempenhado pela imprensa durante as eleições. Após a eleição para o exercício do segundo mandato à frente do governo paranaense, conquistado apesar da férrea campanha em contrário da imprensa local, o Governador Roberto Requião apresentou o balanço A IMPRENSA DO PARANÁ E A ELEIÇÃO [clique para ler o texto na íntegra]. É um documento com informações objetivas a respeito da cobertura da imprensa e da editorialização feita pela mídia paranaense contra o Governador Roberto Requião e a favor do candidato Osmar Dias.
Quem formula esta análise faz parte de um time vencedor, portanto não se trata de “choro de derrotado”, mas antes disso uma advertência acerca da lacuna existente na sociedade brasileira, em que a atuação descontrolada e anti-republicana de certa [IN]Digníssima Mídia pode comprometer a própria democracia no Brasil. É uma contribuição da experiência do Paraná para que a sociedade brasileira possa dar passos decisivos no sentido da democratização, desconcentração e moralização da imprensa no país.
Em uma série de mais quatro notas sobre a [IN]Digníssima Mídia além dessa, Biruta do Sul publicará correspondências de Benedito Pires Trindade, Secretário de Imprensa do Paraná, que documentam a guerra ocorrida naquele Estado da Federação.
Quando o passado não é história
- Pai, porque os colorados estão comemorando?
- Porque eles foram campeões do mundo, diz um conformado pai.
- Mas pai, nós também somos campeões do mundo, né?
- Sim!, exclama imediatamente um animado pai. Ao fundo, foguetório.
- Não, guri. Naquela época não existia youtube e câmera digital. Aliás, nem internet tinha.
- Não???? Bah, que estranho... E o Inter ganhou do Barcelona, aquele time que vemos todos os domingos na tv, né? E nós, de quem ganhamos?
- Do Hamburgo, 2x1 na prorrogação.
- Hamburger? Que time é este?
- HamburGO. Na época era o campeão europeu.
- Nunca mais ganhou nada, hoje é time médio na Alemanha. Eles foram com time misto, tavam mal no Alemão.
- Mas eram bons? Tinham craques que nem o Ronaldinho, o Deco, o Eto'o?
- Claro, tinha o... Rollf e o Magath!
Confuso, mas confiando no pai, o guri diz: - Hm, tá bom... Ah, este Hamburger era que nem o Once Caldas da Colômbia, né?
- Como você pergunta coisas! Já falei que é HAMBURGO, com GÊ-Ó no final! O que mais tu quer saber, hein?
- Contra quem jogamos nas semifinais? Um time da Ásia?
- Não, guri. Na época não tinha isto, era um jogo só da Europa contra a América do Sul.
- Hm, entendi.. Então na época, só haviam descoberto dois continentes?
- Mas saco (nesta hora o pai já está bem irritado com o interrogatório)! Não, é que não tinha representantes dos outros continentes. Era só 1 jogo, e só entre eles.
Tentando amenizar, mas muito curioso ainda , o menino pergunta: - Pai, tem imagem de TV da entrega da nossa taça do Mundial?
- Tenho! Peraí, tenho que pegar o videocassete betamax que tá no sótão e instalar na TV velha da sala. O pai vai rápido, todo feliz e instala em 10 minutos. A imagem tá ruim, mas dá para ver a entrega direito.
- Hmm, não lembro. Deixa eu ver o que tá escrito na tela. Ah, tá ali. "Toyota Maintenance Manager", então é o Gerente de Manutenção da Toyota.
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
"Rede Globo defende Platão, mas detesta Freud!"
Ma a Rede Globo não poupou Freud, incriminado sem cometer crimes e jogado à opinão pública como alguém que deveria provar inocência até prova em contrário.
A revelação é do repórter Rodrigo Viana, que pediu demissão da Rede Globo e denunciou, em carta [leia aqui], a trama montada pelo império televisivo para levar a eleição ao segundo turno e tentar derrotar Lula.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2006
“Nós, contra o homem da Globo”
Estará Raimundo Pereira, um nome identificado com a história da mídia alternativa no país durante o período militar [Opinião, Movimento], participará do simpósio Ângulos da cena brasileira em análise, que acontecerá na Casa dos Bancários - Rua General Câmara [Rua da Ladeira], nº 424. Atualmente, Raimundo faz parte da Revista Reportagem / Oficina de Informações, uma publicação mensal que se diferencia pela qualidade e radicalidade das análises. No saite da Oficina se encontra, por exemplo, a matéria Nós, contra o homem da Globo, “a história da formidável peleja entre os ‘nanicos’ Antônio Carlos Queiroz e Raimundo Rodrigues Pereira contra Ali Kamel, diretor-executivo de jornalismo da Central Globo de Jornalismo, gigante da mídia brasileira.”.
Anistia não é amnésia
O deputado petista

Maria Amélia, Criméia e César lembraram, em depoimentos emocionantes, que a Lei de Anistia beneficia somente os presos políticos, que foram julgados e condenados, tendo a pena anulada após a promulgação da Lei em 1979. Os torturadores, ao contrário, não têm direito aos benefícios previstos na Lei de Anistia, e devem ser julgados pelos cruéis crimes praticados. Esta tem sido a trilha que todas sociedades latino-americanas estão adotando. Com a contribuioção desta ação declaratória, o Brasil dá um passo importante na construção da verdadeira história do país.
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Texto publicado no Painel do Leitor da Folha de S.Paulo de 29/11/06 por Edson Luis de Almeida Teles:
“Tortura
‘O
Fui
Estávamos
Já
Era
Ela
Prefiro,
EDSON LUIS DE ALMEIDA TELES,


