quarta-feira, 4 de junho de 2008

“Cumprir o que Ela mandar cumprir”

A revelação hoje, na CPI do Detran, do áudio das gravações de conversas mantidas entre os integrantes da quadrilha que sangrou o Detran, provocou uma alteração de qualidade da conjuntura política gaúcha.
Primeiro, porque pôs por terra abaixo a tese dos indiciados pela Justiça que, ou abusando do direito de não falar ocultavam os fatos e a verdade, ou dos falastrões do bando que, falando, demonstraram uma crença onipotente de que poderiam engambelar o mundo com lorotas de quinta categoria. Tudo ruiu: versão por versão, mentira por mentira, silêncio por silêncio.
As gravações também revelaram que o esquema não só era operado pelos personagens que hoje são réus ou investigados, como também era do conhecimento de esferas mais altas do poder do Governo do Estado. O dirigente do PSDB e Secretário-Geral de Governo, Delson Martini, por exemplo, era recorrentemente citado nas tratativas. Figurava nas conversas aparentemente como alguém vocacionado a transmitir “vontades superiores”.
É tristemente reveladora a citação feita por Antônio Dorneu Maciel numa das conversas entabuladas com Flávio Vaz Neto, que alude à governadora Yeda Crusius. Em meio ao relato que fazia ao Flávio a respeito de um encontro com um representante de outro bando do esquema, Maciel afirma:

Ela que diga o que o Flávio tem que fazer, porque o Flávio vai cumprir o que Ela mandar cumprir. Disso não tenha dúvida.

O negócio é o seguinte: o Flávio é um homem disciplinado e faz o que Ela mandar. Se Ela disser que é pra fazer isso ele vai fazer, senão ele não vai fazer. Quero que tu entenda isso. Aí ele já deu um pau nela, que Ela é meio sacana mesmo, que costuma botar umas pessoas contra as outras ...
[Esta e outras 34 gravações podem ser acessada no saite da
Zero Hora].

A reação do governo foi uma patética entrevista coletiva do Secretário-Geral de Governo, Delson Martini, que depois de quatro meses se esquivando, finalmente se colocou à disposição da CPI para depor. Como de costume, o governo desorientado agiu tarde e outra vez erradamente.

Mesmo que deponha, a estas alturas Delson Martini é, contudo, apenas o anel. O dedo e o corpo todo – leia-se, a governadora e seu governo – estão irremediavelmente condenados e com os dias contados. Política e moralmente foi alvejado com flechadas no coração. Ao que parecem, mortais.

terça-feira, 3 de junho de 2008

“Chutzpah”, ousadia descarada

O depoimento de Antonio Dorneu Maciel ontem na CPI do Detran foi uma enciclopédia simbólica. O depoente não economizou nos símbolos que poderiam confundi-lo como uma das Suas Excelências, os Nobres Deputados. O cume da síndrome dual do depoente foi quando alertou o Presidente da CPI de que o “diálogo” deveria se dar exclusivamente entre “Ele e os senhores deputados” [sic].

No que toca às tramóias do Detran, assunto que lhe levou à prisão, ao indiciamento judicial e ao depoimento na CPI, Antônio Dorneu Maciel se posicionou olimpicamente alheio ao assunto, apesar do oceano de evidências e materialidades em contrário. Antônio Dorneu Maciel levou mais de 7 meses para apresentar à CPI um álibi ridiculamente sui generis: a maleta levada ao seu flat recheada de propina era, na realidade, um computador portátil recheado de projetos de boas ações! Um deboche.

Do jeito que as coisas andam na CPI, com a sucessão de anjinhos negando toda e qualquer responsabilidade [isso quando se dispõe a falar], não tardará muito e seremos obrigados a concluir que a tramóia do Detran foi obra dos motoristas do RS!

Como em outra aparição pública [numa entrevista à Zero Hora de 16/11/2007], ontem na CPI Antônio Dorneu Maciel abusou calculadamente de duas personalidades: a da autoridade equiparável às Suas Excelências, um gigante partidário do PP [que porém desconhece a tramóia do Detran]; e a do humano clemente, que pedia aos deputados que olhassem no fundo de seus olhos para verem a pureza de sua vida.

Esta atitude última, de alguém friamente preparado, me faz lembrar a expressão iídiche Chutzpah, desenvolvida por Irvin D. Yalom, em A cura de Schopenhauer [pág.76]:

Ousadia descarada, que em iídiche era ‘Chutzpah’, palavra sem uma correspondência exata em outras línguas, mas bem definida na história do menino que matou os pais e depois pediu clemência aos jurados por ser órfão”.

[Esta percepção está presente em Biruta do Sul de 18/11/2007; clicar para rever].

sábado, 10 de maio de 2008

Pedido de prorrogação da CPI do Detran

O primeiro prazo para a CPI do Detran concluir seus trabalhos termina no próximo dia 06 de junho. Com o emaranhado da falcatrua montada e o silêncio dos depoentes [a maioria já indiciados pela Polícia Federal], a CPI precisa mais tempo pra conseguir chegar a resultados concretos.

Tá rolando uma petição via web para que a CPI seja prorrogada pelos deputados, para permitir a conclusão eficiente do trabalho investigativo da Assembléia Legislativa. A petição pode ser assinada por qualquer pessoa no endereço
http://www.petitiononline.com/qw13579/petition.html.

Diz o texto final da petição:
Para bem esclarecer as circunstâncias em que ocorreu o desvio de mais de R$ 40 milhões das contas públicas, bem como apontar os culpados, solicitamos aos deputados que compõem a CPI, em especial aos deputados da base governista, que ASSINEM O REQUERIMENTO PELA PRORROGACÃO DA CPI DO DETRAN!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A desfiliação de João do PT [e o carimbo]

Meu amigo e camarada João R. saiu do PT. Em abril passado se desfiliou na sede do PT de Porto Alegre.

Chamou-lhe atenção o carimbo virado feito acidentalmente no documento de desfiliação pelo funcionário que o atendeu. Segundo João, pareceu-lhe uma metáfora com a situação do PT de hoje: tudo se encerrou num carimbo; um carimbo tão de cabeça pra baixo, tão invertido. Um carimbo tão fora de lugar que, porém, sequer incomodou o funcionário, à vontade com o “descuido”. A metáfora, enfim, serviu-lhe como uma espécie de analgésico a amainar a dor da decisão tomada.

João fez parte do memorável esforço que foi o movimento pró-PT, a partir de 1979. Em 1980, foi um dos filiados fundadores do PT. Ali no PT, ficou nestes quase 30 anos pela paixão e confiança nas políticas e nas idéias de esquerda. Nestes anos todos, nunca pleiteou pra si cargos ou favores partidários, assim como nunca dependeu de arreglos ou aritméticas para sobreviver politicamente ou materialmente. Sempre fez política e militou sem contrapartidas.

João é daqueles “exóticos” – ou alguns prefeririam ortodoxos - que preferem mil vezes a “demora histórica” da construção hegemônica de esquerda e socialista do que a rapidez volátil do pragmatismo que concebe até a coabitação do PP com o PT como fruto da “nova inteligência programática” ou da “exigência dos tempos” eleitorais.

João não faria – como não fez – nenhum alarde com sua decisão; apenas compareceu na sede do PT. A desfiliação dele, ao invés de despertar a ira generosa contra as perdas que se sucedem, só aprofunda o silêncio dum PT que parece querer renegar seu passado e sua história.

Na sua saída amistosa e respeitosa do PT, João mereceria ter recebido mais do que um simples carimbo de cabeça para baixo e o destino dos trâmites burocráticos no TRE. Resignemo-nos à realidade, contudo: o PT se dará conta da sua desfiliação na véspera da próxima ocasião eleitoral interna do Partido, quando então lhe telefonariam para “participar” do PT e da decisão sobre seus destinos.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O ciclone, o Fogaça e a Yeda

A desestruturação dos serviços públicos ficou super evidente neste final de semana diante do ciclone [não o colorado, mas o climático] que atingiu o Rio Grande do Sul e sua bela e doce capital Porto Alegre.
Apesar de todas as previsões de que o ciclone chegaria, de que seria forte e que adquiriria ventos de mais de 100 Km/h [imagine-se uma colisão de carros nesta velocidade para saber-se o quão sérias seriam as conseqüências], tanto o governo municipal [Fogaça] quanto estadual [Yeda] demonstraram não só incompetência e despreparo, mas também o desdobramento de suas opções governamentais de desestruturar serviços essenciais para a população.
Os órgãos da defesa civil municipal e estadual passaram o final de semana batendo cabeça e deixaram bairros a descoberto e milhares de pessoas sem energia elétrica e ameaçadas com a destruição e queda de árvores nas residências e vias públicas. Faltou coordenação e planejamento prévio entre SMAN, Corpo de Bombeiros, Brigada Militar, CEEE, SMOV, DEP, Defesa Civil e outros órgãos. Ficaram faltando os técnicos e equipes de emergência que não são repostos no serviço público.
Os ciclone [não o colorado, mas o climático], por isso, mais que um problema factual, é a revelação do fracasso dos governos Yeda e Fogaça que desestruturam os serviços públicos no Estado e na capital, mas que em tempos pré-eleitoriais abundam na propaganda e publicidade falaciosas.

ET: vale a consideração de que, no caso da CEEE, é até compreensível o descalabro da companhia, pois sabe-se hoje que seus ex-dirigentes Delson Martini e Antonio Dorneu Maciel, ao invés de dirigirem-na, estavam firmemente envolvidos com o Detran e a gestão dos negócios de mais de quarenta milhões.

sábado, 26 de abril de 2008

Só restou a várzea

Na várzea, o Grêmio Football enfrentará na tarde deste sábado 26 de abril o glorioso Ivoti, time composto por industriários, bancários, estudantes, desempregados, comerciários, sapateiros, agricultores e garis da cidade de mesmo nome.
A população ivotiense se revolta com a exposição de seus trabalhadores e pessoas humildes às drogas.
Com a nova fase do futebol gremista, a direção do Achanironga, time do distrito de Xavilândia, no interior do Acre, desafia o Grêmio para um confronto ainda no próximo mês de maio.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Os Deputados Federais e os próprios salários

Jeferson Miola

O aumento de verbas de gabinete que se autoconcederam os Deputados Federais não tem um lado só escandaloso. Pode ser útil ao avanço democrático, se se expuser ao exame público as decisões que tomam Suas Excelências.

Infelizmente, para boa parcela de políticos, a política se tornou sinônimo de negócio e oportunidade. Também pudera: o salário de R$ 16,5 mil, com mais R$ 3 mil de auxílio moradia e R$ 4,2 mil de quota telefônica, é apenas parte da remuneração do Deputado Federal. E mesmo assim já é bem maior do que recebe o Presidente da República e quase 60 vezes o salário mínimo nacional.

A este salário, são acrescidos ao caixa do mandato parlamentar outros R$ 107,7 mil para custear escritório nos Estados, passagens aéreas e contratações de funcionários. Não bastasse, o Deputado ainda recebe, além do 13º, mais 14º e 15º salários.

Daí que cada mandato parlamentar federal gira ao ano com a cifra aproximada de 1,5 milhões de reais, e pode contratar até 25 funcionários com salários fixados entre 710 e 9.500 reais. Os encargos sociais, previdenciários e trabalhistas saem no orçamento geral da Câmara dos Deputados, desonerando os próprios mandatos.

Fosse a estrutura de um Deputado Federal, com tal “renda”, logística e staff considerada um “empreendimento”, levaria notável vantagem comparativa sobre a grande maioria das micro e pequenas empresas brasileiras, que têm faturamento anual, segundo o IBGE, de até 1,1 milhão de reais. Elas, que empregam em média 7 trabalhadores, os remuneram com entre 2 e 3,1 salários mínimos – salários eloqüentemente inferiores aos ganhos pelos funcionários de gabinetes.

O esforço da sociedade brasileira para garantir o funcionamento do Congresso e da representação popular poderia ao menos ser correspondido com padrões razoáveis e plebeus, mais a ver com a vida. Numa democracia, é inaceitável tamanha discrepância e dessemelhança entre o representante [Deputado] e o representado [povo].

Autoridades não podem continuar promovendo regalias para si como se o Brasil fosse sua capitania hereditária. A bonança que se garantem no Congresso Nacional - procedimento igualmente observável no Poder Judiciário – não só aprofunda os contrastes com a situação de todo o funcionalismo público, como exprime desprezo com a triste realidade da população brasileira.

A sedução material é irmã gêmea do que Marx e Lênin chamaram de “cretinismo parlamentar”; enfermidade “que mantém os elementos contagiados [no caso, os parlamentares] firmemente presos a um mundo imaginário, privando-os de todo senso comum, de qualquer recordação, de toda compreensão do grosseiro mundo exterior”. Um mal que faz com que parlamentares se ensimesmem na sua onipotência e onisciência e descolem da realidade.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Mino Carta: “Falta peito, falta coragem” [ao Lula].

Revista do Brasil: Há quem diga que se Lula não tivesse cumprido os compromissos assumidos na Carta aos Brasileiros teria caído.

Mino Carta: Eu duvido. Quem dá o golpe se o povo elegeu e reelegeu esse cara da forma como o elegeu e, sobretudo, como o reelegeu? A mídia compactamente contra ele, todo dia soltando informações sobre corrupção, envolvimentos terríveis com o que há de pior etc. etc., e assim mesmo ele foi reeleito. Quer dizer, a estratégia da minoria branca, que normalmente dá certo, desta vez falhou. Não acho que havia condições para nenhum tipo de golpe. Os grandes estadistas têm coragem. Claro, se ele me ouvisse dizer essas coisas, diria: “Ah, o Mino é um iludido, um anárquico”. Conheço o Lula há 30 anos, sei o que ele pensa. Em inúmeras vezes percebi que ele me achava incômodo. Sou amigo dele e gosto muito dele, o acho um sujeito extremamente dotado, além de tudo tem um QI muito bom. Mas falta peito, falta coragem.


Ler entrevista completa de Mino Carta na Revista do Brasil ...

domingo, 13 de abril de 2008

Emergencia en Haití

El pueblo de Haití ha salido a las calles: sus calles, y lo ha hecho para defender su vida.
Ha salido a protestar porque los alimentos básicos han triplicado su precio desde noviembre de 2007 aumentando dramáticamente los problemas de hambre, desnutrición y satisfacción de las necesidades elementales de la población, sin que el gobierno tome ninguna medida para evitarlo o contrarrestarlo.
Las políticas neoliberales impuestas por Washington y los organismos internacionales han llevado a Haití a una situación dramática caracterizada por la pérdida de su soberanía alimentaria, por la destrucción de la economía campesina y del potencial agrícola del país, a la desnutrición del 45 % de los niños menores de 5 años y causaron pérdidas masivas de empleo estimadas en 800 mil trabajadores del campo. Son estas políticas las que han conducido a la actual situación de emergencia.
Pero el pueblo de Haití ha salido también a protestar por la presencia y atropellos de la llamada Misión de Paz (MINUSTAH), que desde junio de 2004 ocupa su territorio. A exigir la salida de los 7 080 cascos azules que la conforman (1211 de Brasil, 1147 de Uruguay, 562 de Argentina, 502 de Chile, 114 de Guatemala en diciembre 2007), y que violan los derechos humanos con total y escandalosa impunidad, en flagrante contradicción con el mandato definido por el Consejo de Seguridad de Naciones Unidas que le atribuye la tarea de impulsar el respeto a los derechos humanos y reforzar el sistema judicial.
La propia MINUSTAH ha tenido que repatriar recientemente a 114 soldados de Sri Lanka por encontrarlos culpables de abuso sexual y violaciones de mujeres y niñas en varias regiones del país.
Paradójicamente, el presupuesto anual de esta Misión asciende a 535 millones de dólares, el 9 % del PIB del país, mientras la población carece de lo más elemental.
Pra ler o artigo na íntegra e assinar manifesto, clicar aqui.

terça-feira, 8 de abril de 2008

SOS TVE

A TVE - Rádio e TV Educativa do Rio Grande do Sul poderá sofrer um duríssimo golpe na sua autonomia, independência e seriedade jornalística caso a Assembléia Legislativa gaúcha aprove o Projeto de Lei da governadora Yeda Crusius, que transfere a Fundação TVE da Secretaria de Cultura para a Secretaria-Geral de Governo.
Funcionários/as da TVE alertam para este sério risco e solicitam que todo mundo se manifeste para os deputados estaduais, que votarão o Projeto de Lei amanhã, 09/04/2008. Abaixo segue o texto sugerido, que deve ser destinado a todos/as os/as 55 deputados/as. Os emails deles/as podem ser obtidos no saite da Alergs - www.al.rs.gov.br:

Senhores Deputados

Venho, por meio desta, manifestar minha inconformidade com a transferência da Fundação Cultural Piratini Rádio e Televisão - TVE e FM Cultura - do âmbito da Secretaria de Estado da Cultura para a Secretaria-Geral de Governo, diretamente ligada ao gabinete da governadora.
Por se tratar de um retrocesso, solicito sua compreensão e o voto contrário ao artigo 11 do Projeto de Lei 42/2008, que trata da transferência acima citada.
Peço seu empenho pessoal pela manutenção da TVE e da FM Cultura como emissoras públicas, com autonomia diante dos governos, e estrutura compatível às suas funções legais - promoção de atividades artísticas, culturais, educativas e informativas - e contra sua saída do morro Santa Tereza, prédio histórico onde funcionou a primeira TV do Rio Grande do Sul.
Certo de sua sensibilidade para com as instituições de promoção da diversidade cultural gaúcha e dos valores democráticos, subscrevo-me

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Mayo del 68: ¿Adónde ha ido a parar toda la rabia?

Tariq Alí

Una tormenta barrió el mundo en 1968. Empezó en Vietnam, recorrió Asia y cruzó el mar y las montañas hacia Europa y más allá. Cada noche se veía en televisión cómo los Estados Unidos llevaban a cabo una guerra brutal contra un país pobre del sudeste asiático. El impacto creciente que causó ver las bombas cayendo, las aldeas arder en llamas y todo un país arrasado con Napalm y Agente Naranja hizo estallar una ola mundial de revueltas sin igual antes o desde entonces.
Si los vietnamitas estaban derrotando al estado más poderoso del mundo, nosotros también podríamos, seguramente, derrotar a nuestros propios gobernantes: ése era el sentir general entre los más radicales de la generación de los sesenta.
Ler o artigo de Tariq Alí na íntegra ...

sexta-feira, 14 de março de 2008

Desvendar as “ruas escuras” da internet

Entrevista do psicanalista Mário Corso expõe os labirintos indecifráveis da internet, as “ruas escuras”, as “trevas” que podem seduzir para a morte jovens como Vinícius, de 16 anos. Mário Corso era psicanalista do Vinícius, que em julho de 2006 se suicidou em contacto com o lado cruel, sádico e sórdido da existência humana. Via internet.

Ler a entrevista ...

quarta-feira, 12 de março de 2008

“Partido RBS” que deveria ser televisionado

Não é nenhuma novidade que o Grupo RBS é mais que um monopólio de comunicação do Sul do Brasil; o Grupo é o mais poderoso partido político da direita do Rio Grande do Sul; a expressão orgânica e militante do ideário conservador. E a RBS não só age enquanto verdadeira potência, como tem consciência do próprio poderio, sabendo tirar sempre o máximo proveito de tal condição.

Se é verdade que para a esquerda do PT e para a esquerda em geral é fundamental e estratégico reconquistar Porto Alegre com Miguel Rossetto para recuperar uma capacidade de audiência hegemônica a partir dos valores fundantes e radicais do PT, também é verdade que para o “Partido RBS” o empenho estratégico consiste justamente em interditar esta rota.

Não são fortuitas as matérias e colunas publicadas no jornal Zero Hora de hoje desafiando o PT a realizar debates televisivos ou radiofônicos entre as duas pré-candidaturas que disputam a prévia partidária.

A “sugestão” é um total despropósito. O PT é um partido político, e, enquanto tal, uma associação civil de direito privado que congrega pessoas que voluntariamente se associam a ele em razão de identidades teóricas, políticas, programáticas e ideológicas.

O PT, como um partido político, tem suas próprias regras democráticas e mecanismos internos de deliberação. Suas decisões, políticas e opções são adotadas exclusivamente pela sua comunidade interna que esteja regimentalmente em dia para participar das deliberações partidárias.

Já o “Partido da RBS”, ainda que um monopólio privado, é uma concessão pública que deveria observar minimamente o direito à diversidade no jornalismo que pratica, o que sonega absolutamente.

O “Partido da RBS”, que subitamente aparenta compromisso com a democracia e com a irradiação dos debates do PT, deveria demonstrar gestualmente e concretamente uma mudança de atitude, deixando de blindar os governos Yeda e Fogaça e deixando de sonegar espaço jornalístico para a expressão política da oposição a estes governos.

O “Partido da RBS” poderia ir além e radicalizar sua condição de concessão pública transmitindo, por exemplo, todas as reuniões do seu Conselho de Administração e Diretoria pela Rádio Gaúcha, TVCom e RBSTV. Ou então transmitindo as reuniões do Conselho Editorial da Zero Hora, principalmente as que decidem as pautas e definem linha editorial para as eleições, por exemplo.

Ao invés de ficarem atentando contra a organização partidária e principalmente contra o PT, caso o Grupo RBS agisse assim estaria prestando um verdadeiro serviço à democracia e à transparência.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Soldado de las ideas

Mensaje del Comandante en Jefe Fidel Castro

Queridos compatriotas:

Les prometí el pasado viernes 15 de febrero que en la próxima reflexión abordaría un tema de interés para muchos compatriotas. La misma adquiere esta vez forma de mensaje.

Ha llegado el momento de postular y elegir al Consejo de Estado, su Presidente, Vicepresidentes y Secretario.

Desempeñé el honroso cargo de Presidente a lo largo de muchos años. El 15 de febrero de 1976 se aprobó la Constitución Socialista por voto libre, directo y secreto de más del 95% de los ciudadanos con derecho a votar. La primera Asamblea Nacional se constituyó el 2 de diciembre de ese año y eligió el Consejo de Estado y su Presidencia. Antes había ejercido el cargo de Primer Ministro durante casi 18 años. Siempre dispuse de las prerrogativas necesarias para llevar adelante la obra revolucionaria con el apoyo de la inmensa mayoría del pueblo.

Conociendo mi estado crítico de salud, muchos en el exterior pensaban que la renuncia provisional al cargo de Presidente del Consejo de Estado el 31 de julio de 2006, que dejé en manos del Primer Vicepresidente, Raúl Castro Ruz, era definitiva. El propio Raúl, quien adicionalmente ocupa el cargo de Ministro de las F.A.R. por méritos personales, y los demás compañeros de la dirección del Partido y el Estado, fueron renuentes a considerarme apartado de mis cargos a pesar de mi estado precario de salud.

Era incómoda mi posición frente a un adversario que hizo todo lo imaginable por deshacerse de mí y en nada me agradaba complacerlo.

Más adelante pude alcanzar de nuevo el dominio total de mi mente, la posibilidad de leer y meditar mucho, obligado por el reposo. Me acompañaban las fuerzas físicas suficientes para escribir largas horas, las que compartía con la rehabilitación y los programas pertinentes de recuperación. Un elemental sentido común me indicaba que esa actividad estaba a mi alcance. Por otro lado me preocupó siempre, al hablar de mi salud, evitar ilusiones que en el caso de un desenlace adverso, traerían noticias traumáticas a nuestro pueblo en medio de la batalla. Prepararlo para mi ausencia, sicológica y políticamente, era mi primera obligación después de tantos años de lucha. Nunca dejé de señalar que se trataba de una recuperación "no exenta de riesgos".

Mi deseo fue siempre cumplir el deber hasta el último aliento. Es lo que puedo ofrecer.

A mis entrañables compatriotas, que me hicieron el inmenso honor de elegirme en días recientes como miembro del Parlamento, en cuyo seno se deben adoptar acuerdos importantes para el destino de nuestra Revolución, les comunico que no aspiraré ni aceptaré- repito- no aspiraré ni aceptaré, el cargo de Presidente del Consejo de Estado y Comandante en Jefe.

En breves cartas dirigidas a Randy Alonso, Director del programa Mesa Redonda de la Televisión Nacional, que a solicitud mía fueron divulgadas, se incluían discretamente elementos de este mensaje que hoy escribo, y ni siquiera el destinatario de las misivas conocía mi propósito. Tenía confianza en Randy porque lo conocí bien cuando era estudiante universitario de Periodismo, y me reunía casi todas las semanas con los representantes principales de los estudiantes universitarios, de lo que ya era conocido como el interior del país, en la biblioteca de la amplia casa de Kohly, donde se albergaban. Hoy todo el país es una inmensa Universidad.

Párrafos seleccionados de la carta enviada a Randy el 17 de diciembre de 2007:

"Mi más profunda convicción es que las respuestas a los problemas actuales de la sociedad cubana, que posee un promedio educacional cercano a 12 grados, casi un millón de graduados universitarios y la posibilidad real de estudio para sus ciudadanos sin discriminación alguna, requieren más variantes de respuesta para cada problema concreto que las contenidas en un tablero de ajedrez. Ni un solo detalle se puede ignorar, y no se trata de un camino fácil, si es que la inteligencia del ser humano en una sociedad revolucionaria ha de prevalecer sobre sus instintos.

"Mi deber elemental no es aferrarme a cargos, ni mucho menos obstruir el paso a personas más jóvenes, sino aportar experiencias e ideas cuyo modesto valor proviene de la época excepcional que me tocó vivir.

"Pienso como Niemeyer que hay que ser consecuente hasta el final."

Carta del 8 de enero de 2008:

"...Soy decidido partidario del voto unido (un principio que preserva el mérito ignorado). Fue lo que nos permitió evitar las tendencias a copiar lo que venía de los países del antiguo campo socialista, entre ellas el retrato de un candidato único, tan solitario como a la vez tan solidario con Cuba. Respeto mucho aquel primer intento de construir el socialismo, gracias al cual pudimos continuar el camino escogido."

"Tenía muy presente que toda la gloria del mundo cabe en un grano de maíz", reiteraba en aquella carta.

Traicionaría por tanto mi conciencia ocupar una responsabilidad que requiere movilidad y entrega total que no estoy en condiciones físicas de ofrecer. Lo explico sin dramatismo.

Afortunadamente nuestro proceso cuenta todavía con cuadros de la vieja guardia, junto a otros que eran muy jóvenes cuando se inició la primera etapa de la Revolución. Algunos casi niños se incorporaron a los combatientes de las montañas y después, con su heroísmo y sus misiones internacionalistas, llenaron de gloria al país. Cuentan con la autoridad y la experiencia para garantizar el reemplazo. Dispone igualmente nuestro proceso de la generación intermedia que aprendió junto a nosotros los elementos del complejo y casi inaccesible arte de organizar y dirigir una revolución.

El camino siempre será difícil y requerirá el esfuerzo inteligente de todos. Desconfío de las sendas aparentemente fáciles de la apologética, o la autoflagelación como antítesis. Prepararse siempre para la peor de las variantes. Ser tan prudentes en el éxito como firmes en la adversidad es un principio que no puede olvidarse. El adversario a derrotar es sumamente fuerte, pero lo hemos mantenido a raya durante medio siglo.

No me despido de ustedes. Deseo solo combatir como un soldado de las ideas. Seguiré escribiendo bajo el título "Reflexiones del compañero Fidel" Será un arma más del arsenal con la cual se podrá contar. Tal vez mi voz se escuche. Seré cuidadoso.

Gracias

Fidel Castro Ruz

18 de febrero de 2008

5 y 30 p.m.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Entrevista: Maria da Conceição Tavares

Tomara eu ter o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos como Banco Central. Eles tratam direitinho das duas metas que eles têm, que são crescimento e inflação. Eles não acham que só têm que atacar a inflação. Eles acham que também não podem mergulhar a economia na depressão”, diz a professora Maria da Conceição Tavares na segunda de uma série de entrevistas da revista Desafios do Desenvolvimento com os membros do novo Conselho de Orientação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Quanto à possibilidade de o Brasil se tornar exportador de petróleo, diz esperar “que não seja tão cedo, porque seria um disparate entrar nessa agora”.

A entrevista, na íntegra ...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O consultor

Jeferson Miola
A personalização da política e a responsabilização individual nos processos políticos não são recursos úteis para a compreensão histórica dos acontecimentos. Acabam produzindo a demonização dos sujeitos políticos e operando a mistificação estalinista dos personagens.

É comum a tentação de personalizar em José Dirceu a responsabilidade exclusiva pelos erros cometidos pela antiga direção do PT, porque ele personifica em si a crise enfrentada pelo PT. José Dirceu se tornou uma espécie de caricatura da crise, a fisionomia mais identificável da corrosão ética e ideológica de alguns integrantes do PT. E o próprio José Dirceu alimenta tal fantasia personalizadora com indisfarçável satisfação: se gaba sempre que assinalada sua influência, seu prestígio, luxo e poder.


Ler o artigo na íntegra em Zero Hora ...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Exército de um homem só

O Lulismo vai bem, obrigado.

Já a horda de lulistas ... ah, essa vai muito mal.

Lula goza de uma popularidade e identidade no imaginário social nunca antes alcançado por uma liderança política brasileira. Isso lhe credita como o grande chefe político do Brasil contemporâneo. Para o bem e para o mal.

2008, 2010, 2014 e sabe-se lá quantas eleições dependerão do ânimus pessoal do Lula, acima e à parte do quadro partidário, inclusive e principalmente do PT. A política brasileira, em suma, se organiza a partir dos movimentos políticos, iniciativas, interesses e objetivos do Lulismo.

Mas se o Lulismo vai bem, o mesmo não se pode dizer dos diletos Lulistas. Exemplo notório foi a performance tragicômica dos Ministros da Fazenda e Planejamento no anúncio das medidas compensatórias à extinção da CPMF pelo Senado Federal.

Principalmente Guido Mantega se superou nos despropósitos. Foi patético! A começar pela máxima bobagem de que prometera não aumentar impostos só para a última semana de 2007! Comeram mosca diante de uma mídia partidária e golpista interessada em inocular-los com o vocabulário tucano-pefelento. Aceitaram a pauta do “pacote”, da “traição”, do aumento da carga tributária, e outras balelas.

Foram incapazes de desdizer a pauta tucano-pefelenta da mídia. Foram incapazes de desmistificar a tese de “pacote de impostos”. Não demonstraram a mínima inteligência para salientar aspectos virtuosos de medidas que afetam o setor financeiro e de concessão de crédito, o que só é possível graças ao intenso dinamismo da economia brasileira, coisa aliás que os tucanos e demos jamais foram capazes de fazer.

O Lulismo é forte e vai bem, mas é como o exército de um homem só.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

A casa do Oscar

Chico Buarque, publicado no Terra Magazine*

A casa do Oscar era o sonho da família. Havia um terreno para os lados da Iguatemi, havia o anteprojeto, presente do próprio, havia a promessa de que um belo dia iríamos morar na casa do Oscar. Cresci cheio de impaciência porque meu pai, embora fosse dono do Museu do Ipiranga, nunca juntava dinheiro para construir a casa do Oscar. Mais tarde, num aperto, em vez de vender o museu com os cacarecos dentro, papai vendeu o terreno da Iguatemi. Desse modo a casa do Oscar, antes de existir, foi demolida. Ou ficou intacta, suspensa no ar, como a casa no beco de Manuel Bandeira.

Senti-me traído, tornei-me um rebelde, insultei meu pai, ergui o braço contra minha mãe e saí batendo a porta da nossa casa velha e normanda: só volto para casa quando for a casa do Oscar! Pois bem, internaram-me num ginásio em Cataguases, projeto do Oscar. Vivi seis meses naquele casarão do Oscar, achei pouco, decidi-me a ser Oscar eu mesmo. Regressei a São Paulo, estudei geometria descritiva, passei no vestibular e fui o pior aluno da classe. Mas ao professor de topografia, que me reprovou no exame oral, respondi calado: lá em casa tenho um canudo com a casa do Oscar.

Depois larguei a arquitetura e virei aprendiz de Tom Jobim. Quando minha música sai boa, penso que parece música do Tom Jobim. Música do Tom, na minha cabeça, é casa do Oscar.

* Texto escrito para os 90 anos do arquiteto Oscar Niemeyer, em 1998.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

“Aliados” derrotaram governo na CPMF

A derrota estrondosa do governo federal na votação da CPMF não foi causada pela previsível articulação contrária do reacionarismo demos-tucano, tendo FHC à frente das manobras estratégicas. Os Demos e o PSDB votaram centralizadamente, como um bloco monolítico - contra a prorrogação da CPMF.

A derrota do governo no plenário do Senado [sem se analisar os equívocos do governo ao longo dos últimos meses] foi determinada pelos votos contrários dos senadores “aliados” do governo – faltaram quatro para a aprovação. Três deles são do PMDB, que controla importantes ministérios, inclusive o da Saúde: Geraldo Mesquita (AC), Jarbas Vasconcellos (PE) e Mão Santa (PI). Dois são do PR, o mesmo partido do Vice-Presidente: César Borges (BA) e Expedito Junior (RO). E outros dois são do PTB, que tem muitos cargos na Esplanada: Mozarildo Cavalcanti (RR), que se ausentou, e Romeu Tuma (SP), cujo filho não-eleito na última eleição tem carguinho [9 – 10 mil] de Secretário no Ministério da Justiça.
Garibaldi Alves, o Presidente que é a cara do Senado, não votou, por ser voto minerva.

A elástica e pragmática aliança do governo Lula, causa de tantas metaformoses pessoais, ideológicas, programáticas e políticas de alguns, foi montada para garantir a vitória do governo em votações com exigência de maioria de 3/5 no Congresso.
Só reformas constitucionais [inclusive as de recorte conservador que tramitam] e restritas matérias legislativas necessitam de tal maioria. Na única necessidade nestes cinco anos em que o governo Lula precisou de maioria qualificada para aprovar medida de interesse social [a CPMF financia saúde, bolsa-família, etc], foi derrotado com a falta de votos dos “aliados” que fazem parte da aliança tão cantada em verso e prosa.

Venceu o reacionarismo nucleado em torno do PSDB e do Demos - FHC à frente das operações de guerra -, que defendem o endurecimento do combate ao governo Lula. É ilusão pueril imaginar que a oposição reacionária será responsabilizada pela eventual falta de investimentos sociais do governo. Se houver impacto nas políticas públicas e investimentos governamentais, quem paga a conta do desgaste será o próprio governo.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Referendo evidencia força da democracia na Venezuela

Luiz Alberto Moniz Bandeira, cientista político e professor de Relações Internacionais da UERJ, conclui que a vitória do “não” no referendo da Venezuela – ou a derrota do Presidente Hugo Chávez – paradoxalmente contém um significado de vitória para Chávez.
Ele revela esta opinião em entrevista ao O Globo de 04/12/2007:
OG:
O que representa a vitória do “não” no referendo da reforma constitucional venezuelana? Foi uma derrota para o governo Chávez?
Moniz Bandeira: A vitória do “não” no referendo da reforma constitucional foi, por mais paradoxal que pareça, uma vitória do Presidente Hugo Chávez, pois demonstra que a democracia no país está funcionando. E também salva seu próprio governo, pois ele assim percebe que o poder tem limites e que ele não pode esticar demais o elástico. Esse resultado tende a evitar que a fratura política se consolide e leve a Venezuela a um beco sem saída.

OG: O governo americano comemorou o resultado. Essa foi uma vitória também para a Casa Branca?
Moniz Bandeira: A Casa Branca pode comemorar. Mas perde o argumento de que a Venezuela é uma ditadura.”

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O quadro da dor

O segundo turno do PED - Processo de Eleições Diretas do PT será disputado no próximo 16/12 entre o atual presidente Ricardo Berzoini e o deputado federal Jilmar Tatto.

Nada alentador para a comunidade petista ter de escolher entre [i] quem representa a posição política e ideológica que domina o PT a mais de década e fez o partido se assemelhar a um PRI mexicano em vícios, degenerações e desvios; ou [ii] aquele que tem idêntica genética político-ideológica do primeiro e que nos seus “domínios” é referido como um integrante da “famiglia” Tatto; pertencente à “Tattolândia” [possuir a designação “famiglia” dispensa a apresentação de outros predicados do candidato].

Depois de dois PEDs e do 3º Congresso, parece que tudo continuará “como dantes no quartel D´Abrantes” – no PT!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Conferência de Annapolis: “uma conferência de guerra”

Republicação de postagem publicada em 25 de outubro passado.

Michel Warschawsky

Para entender de qué trata una conferencia, uno cree habitualmente que la pregunta es “quién asiste”. Sin embargo creo que la verdadera cuestión siempre debe ser “a quién no se invita”.

Un encuentro de paz para tratar el conflicto israelo-palestino en el que no se invita a Hamás no es una reunión de paz, sino una conferencia de guerra contra, entre otros, Hamás y una parte sustancial de la población palestina de Cisjordania y Gaza que eligió mayoritariamente a Hamás en el Consejo Legislativo Palestino.


Michel Warschawsky é um ativista e intelectual judeu que vive [ou vivia] em Quèbec/Canadá. Ele participou da Conferência Um mundo sem guerras é possível”, promovida pelo Governo Olívio Dutra juntamente com a CLACSO durante o IIº Fórum Social Mundial de Porto Alegre de 2002. Há um livro com o mesmo nome da Conferência, publicado pela Corag, no qual estão organizadas as exposições e análises dos/das conferencistas e debatedores/as.


Aquela Conferência foi um marco do debate no contexto do Fórum Social Mundial sobre os principais conflitos em curso no mundo - Palestina, Colômbia, País Basco e Chiapas/México, reunindo vários personagens laureados com Prêmio Nobel da Paz [Rigoberta Menchú, Adolfo Perez Esquivel, Médicos Sem-Fronteira], intelectuais como Noam Chomsky, Dom Pablo Casanova, Ana Esther Ceceña, Mikel Noval e outros. Ainda participou da Conferência Luis Antonio Ocampo, representante do então Secretário-Geral da ONU, Kofi Anan.
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Manchetes que Zero Hora não daria

Jamais alguma manchete de Zero Hora seria:

Tesoureiro e operador da campanha de Yeda foi preso pela PF

Ou

Secretário da Juventude de Fogaça é denunciado e se afasta

Mas, contra Lula e a favor da estigmatização – e contra a informação decente e honesta – Zero Hora tem a seguinte manchete na edição de hoje:

Ministro articulador do governo Lula é denunciado e se afasta

domingo, 18 de novembro de 2007

“Chutzpah”, ousadia descarada

Rosane de Oliveira escreveu sugestivamente na sua Página10 de Zero Hora em 16/11/2007: “A entrevista de Antônio Dorneu Maciel à repórter Adriana Irion merece duas leituras: primeiro as linhas, depois as entrelinhas”.

A fotografia de um Maciel clemente, que ilustra a entrevista dele naquela edição do jornal, é uma exuberante expressão de “ousadia descarada”.

Tomo emprestado esse conceito de Irvin D. Yalom, em A cura de Schopenhauer [pág.76]:

Ousadia descarada, que em iídiche era ‘Chutzpah’, palavra sem uma correspondência exata em outras línguas, mas bem definida na história do menino que matou os pais e depois pediu clemência aos jurados por ser órfão”.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Em lugar duma personagem, um caso psiquiátrico

A governadora Yeda Crusius faz o gênero de pessoas cujas atitudes, manifestações, falas, olhares e trejeitos surpreendem e intrigam. Do gestual à fala, Yeda é um tipo humano que atiça minha curiosidade, porque vejo-a como um exemplar revelador dessa vastidão que são as hipóteses humanas. Como dizia Schopenhauer, “quanto mais conheço os homens, mais aprecio os cães”.

Ouvindo-a a pouco no programa Atualidade da Rádio Gaúcha, me inclino a crer que a governadora não pode ser observada e “escutada” estritamente desde a perspectiva da política. Ela é oceânica na produção de sinais e sintomas que fazem-na freqüentar o ambiente interpretativo da psicanálise e psiquiatria. Seria como estar-se frente a um “caso psiquiátrico”, com todos os traços característicos de esquizofrenia – com todo o respeito e solidariedade às pessoas portadoras desse sofrimento psíquico.

Alguém que sofresse a derrota contundente como a que ela sofreu ontem na Assembléia Legislativa, trataria de postar-se com humildade, respeito e disposição ao diálogo. Alguém sim, mas não Yeda, a governadora. Ela fala e observa os fatos desde um lugar sui generis, e a partir daí se concede o direito de, com a máxima soberba, fazer extrapolações que seriam consideradas perigosas e imprudentes por pessoas centradas.

No que depender da verve da governadora, a auto-proclamada “heroína gaúcha Anita Garibaldi do século 21, os tempos vindouros serão de mais crise e conflito político. Alguns comentários dela, que podem ser ouvidos na entrevista concedida à Rádio Gaúcha [que pode ser ouvida no saite da rádio só até a manhã de amanhã]:

1] com sua voz habitualmente em tom odioso contra parlamentares e partidos de oposição e a todos aqueles que dela discordam, se disse surpresa com a “atitude” da Assembléia Legislativa de votar ontem mesmo o pacote. A oposição [PT, PCdoB, PSB e PDT] tem somente 18 votos, e a derrota sofrida contou com pelo menos 16 votos de parlamentares do DEM [do vice-governador], do PP, do PTB, do PPS e do PMDB [que ocupam várias Secretarias de Estado];

2] declara-se cumpridora tanto [1] do pacto pelo Rio Grande [sic], quanto [2] dos compromissos da campanha eleitoral [sic sic]. Quem não cumpriu sua parte foi a ALERGS, ao rejeitar as propostas que traduziam estes dois compromissos cumpridos.

3] entende que a derrota não é dela e do governo, mas sim daqueles que não aprovaram o pacote [sic]. Os que agiram contra – deputados, empresários, funcionários públicos e trabalhadores – são os principais derrotados, e têm a responsabilidade sobre a situação do Estado. Neste particular a governadora dá sinais de não ter sido a eleita!;

4] Yeda insiste em que está cumprindo as promessas de campanha;

5] se insurge ao que caracteriza como “ataque federal às instituições gaúchas”. Talvez neste momento o “espírito de Anita” tenha se apossado da governadora;

6] diz, em função do sentimento anterior, que “vamos a Brasília para dizer ‘não se metam aqui’ retornem um pouquinho do imposto que recolhem aqui”. De novo ela parece ter tido um súbito ataque farroupilha. Compreensível, hoje se comemora a Proclamação da República.

A nota oficial do governo gaúcho, publicada nos jornais de hoje, vai na mesma toada.

Fica a lembrança de que em Porto Alegre tem plantão psiquiátrico no Centro de Saúde Vila dos Comerciários, Hospital Espírita, Clínica Pinel e Casa São José. Ainda atendem pelo SUS, enquanto não forem destruídos pelo governo Yeda.

A derrota da empulhação

Com a reprovação do pacote de medidas opostas a tudo o que prometeu nas eleições para se eleger, a governadora Yeda Crusius amargou uma derrota que não é só política, mas tem o sentido de uma reprovação também moral. Moral no sentido do bom habitus político, da antítese da desfaçatez e da quebra de confiança, da oposição à mentira e à empulhação; e não no sentido de uma moralidade corriqueira, da simples repreensão pudica de atitudes e comportamentos.

Ainda que o principal argumento racional no debate público contra o pacote tenha sido a recusa do aumento puro e simples de impostos como remédio para o enfrentamento a crítica situação das finanças públicas gaúchas, a derrota da governadora tem o valor de um recado de que política é coisa digna e deve ser feita com verdade.

Nas eleições passadas, para se eleger a governadora fez uma campanha falsa e diversionista. Iludiu o povo com o mantra abstrato do tal “novo jeito de governar”, mistificou a realidade a ponto de se comparar com a “Anita Garibaldi do século 21, mentiu mais que o Britto costuma mentir, prometendo facilidades que obviamente não poderia cumprir no governo, e ocultou sua vocação privatista e de destruição do Estado e das políticas sociais. A derrota do governo, portanto, é um eloqüente ensinamento de que alguém até pode se eleger na base da mentira, mas governar a partir de bases falsas é muito difícil.

O resultado de ontem é o epitáfio do “primeiro ano político útil” da governadora. Ano que contabiliza resultados muito semelhantes no início e no fim: derrota legislativa na tentativa de aprovar pacote com medidas que nas eleições jurou não aplicar; coleção de conflitos políticos e institucionais por todos os lados; crise de sustentação do governo com provável demissões no secretariado; e impressionante quebra da capacidade de interlocução política.

O governo Yeda Crusius tem todas as características de que poderá melancolizar. É um governo que a cada iniciativa política não renova, mas se esclerosa; envelhece ainda mais. E se persistir o comportamento crispado e arrogante de seus integrantes – a começar pela própria governadora – em breve tempo o governo economizará nos gastos com compras de café, porque serão escassas as visitas que o Piratini receberá.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Carta de Jon Lee Anderson para “repórter” da Veja

Jon Lee Anderson, autor de Che Guevara – Uma biografia [Editora Objetiva, uma belíssima biografia], enviou a carta adiante reproduzida [já traduzida ao português] ao “repórter” Diogo Schelp, da Veja, autor da “reportagem” infame sobre Che Guevara, publicada pela “revista” em outubro passado:


Caro Diogo,

Fiquei intrigado quando você não me procurou após eu responder seu e-mail. Aí me passaram sua reportagem em Veja, que foi a mais parcial análise de uma figura política contemporânea que li em muito tempo. Foi justamente este tipo de reportagem hipereditorializada, ou uma hagiografia ou — como é o seu caso — uma demonização, que me fizeram escrever a biografia de Che. Tentei por pele e osso na figura supermitificada de Che para compreender que tipo de pessoa ele foi. O que você escreveu foi um texto opinativo camuflado de jornalismo imparcial, coisa que evidentemente não é.


Jornalismo honesto, pelos meus critérios, envolve fontes variadas e perspectivas múltiplas, uma tentativa de compreender a pessoa sobre quem se escreve no contexto em que viveu com o objetivo de educar seus leitores com ao menos um esforço de objetividade. O que você fez com Che é o equivalente a escrever sobre George W. Bush utilizando apenas o que lhe disseram Hugo Chávez e Mahmoud Ahmadinejad para sustentar seu ponto de vista.


No fim das contas, estou feliz que você não tenha me entrevistado. Eu teria falado em boa-fé imaginando, equivocadamente, que você se tratava de um jornalista sério, um companheiro de profissão honesto. Ao presumir isto, eu estaria errado. Esteja à vontade para publicar esta carta em Veja, se for seu desejo.


Cordialmente,


Jon Lee Anderson.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Conselho Internacional discute passos do Fórum Social Mundial

A semana de mobilização e ação global que irá marcar o Fórum Social Mundial em janeiro de 2008 começou a ganhar forma depois da reunião do Conselho Internacional, que aconteceu na última semana de outubro, na cidade de Belém (PA). Mais de 100 representantes de movimentos e entidades vindos de quatro continentes traçaram estratégias e discutiram as articulações locais e globais para o próximo FSM. Ao contrário das edições anteriores, o Fórum Social Mundial de 2008 não terá eventos centralizados, mas será composto por milhares de atividades organizadas por movimentos, grupos, redes e entidades em seus locais de atuação, ...

Ler toda a informação divulgada pelo escritório brasileiro do FSM ...

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Fala, Rambo!

O Ministro “Rambo” da Defesa, Nelson Jobim, curiosamente anda se esquivando da mídia e suspendeu as aparições espetaculares que costumava fazer em todos os finais de semana, principalmente em feriadinhos prolongados.

Desde que realizou sua obstinada profissão de fé de defenestrar toda a diretoria anterior da ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil, o inventário que se faz é o seguinte:

i] uma companhia aérea fechou as portas de suas aeronaves, demitiu mais de mil funcionários e cancelou centenas de vôos domésticos e internacionais;

ii] a zona nos principais aeroportos do país fugiu, como antes, ao controle das “autoridades”, deixando milhares de passageiros na mão e irritados;

iii] um avião caiu sobre uma casa em São Paulo, logo após decolar do Campo de Marte;

iv] três helicópteros caíram no mesmo dia em São Paulo.

Fala Jobim!, ou melhor, fala Rambo!

Excelências ... na arte do engodo

Brasília é, provavelmente, uma das principais escolas de malandragem do mundo. Mas infelizmente não no sentido “brasiliano” e popular da expressão.

As Suas Excelências que habitam aquele reino - e atuam no Executivo, Legislativo, Judiciário, setor imobiliário, negócios, na vida, etc – sempre inventam maneiras extremamente criativas para tirar novas e permanentes vantagens e ampliar os velhos e polpudos privilégios.

Nesses últimos dias, algumas dessas Suas Excelências, os Senadores da República que habitam o lamaçal de uma “Casa” que a muito tempo deveria ter sido extinta, pousaram de moralizadores com a falsa proposição de extinguir a verba indenizatória de quinze mil reais a que têm direito mensalmente [por critério de “justiça”, as outras Suas Excelências, os nobres Deputados Federais, também percebem o mesmo valor ao mesmo título!].

Tal proposta, ao contrário de propiciar economia de gastos e tornar transparente o controle das despesas daquela “Casa”, conforme alardeado por amplos setores da mídia a-crítica, na verdade viabiliza [1] o privilégio de aumento de salário de Suas Excelências para R$ 24.500 e, ao mesmo tempo, [2] põe uma tampa no bueiro que é o descontrole e falta de critério do uso do dinheiro da verba indenizatória.

E por que isso? Simplesmente porque Suas Excelências utilizam os quinze mil reais todo o santo mês para fins desconhecidos e sem prestarem contas dos gastos realizados! Convém-lhes agir rápido, evitando que o habitus de tão transcendental “Casa” possa se tornar fonte de novos escândalos e dores de cabeça, o que já não falta naquela “Casa”.

Pra trouxas, definitivamente, Suas Excelências não servem. Principalmente quando agem às custas do povo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Aposta alta do Ministro “Rambo”

Nelson Jobim, o Ministro “Rambo” da Defesa, portador de gestual expressivo e que imprime uma marca teatral espetacularista à sua gestão, jogou todas as fichas na demissão do presidente da ANAC, a Agência Nacional de Aviação Civil que nunca deveria ter existido. A ANAC nasceu com o probleminha congênito de fazer parte de um modelo falido de regulação.

O Ministro Rambo fez da demissão de Milton Zuanazzi uma profissão de fé. Não faltaram demonstrações de desrespeito, deslealdade e desonra pessoal contra Zuanazzi, decerto aprovadas no Planalto, vez que nunca censuradas.
A aposta do Ministro Rambo é alta: a partir do instante da defenestração de Zuanazzi, passará a responder por todo e qualquer atraso de vôos, vendas indevidas de lugares em aviões, cancelamento de vôos, filas nos aeroportos, caos nos guichês das companhias, motim dos controladores e - rogando a deus nos livrar de novas tragédias – por acidentes aéreos.

Em caso de fracasso, já é de se prever que a mídia golpista e partidária não demonizará o Ministro Rambo, até porque ele é peça-chave do tabuleiro da disputa eleitoral de 2010. Com o carinho de Lula e tocando fundo meio-coração do tucanato.

Fica faltando a Milton Zuanazzi a exposição das “razões dos fatos” da crise aérea enfrentada no país, sob pena de entrar para a história como vilão duma história obscura não-contada [ou mal contada], e que foi caçado exitosamente pelo espetaculoso Ministro Rambo.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Quatro avo

Quatro avo
De avó

Quantos ovos

Têm?

*
Quatro avo
De avó
Quantos ovos
São?

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

O que move a humanidade

Luis Fernando Veríssimo
Existem muitas teorias sobre o que fez o Homem dominar o planeta e construir civilizações - enquanto o joão-de-barro, por exemplo, só consegue construir conjugados - e levar grandes mulheres para a cama - enquanto o máximo que um gorila conseguiu foi segurar a mão da Sigourney Weaver. Dizem que o cavalo é mais bonito do que o Homem e que a barata é mais resistente, mas não há notícia de uma fuga a três vozes composta por um cavalo ou uma liga de aço inventada por uma barata.
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sábado, 20 de outubro de 2007

O Poder Global e a nova geopolítica das nações

O Poder Global e a nova geopolítica das nações”, livro de José Luís Fiori [Boitempo Editorial] estará disponível a partir do próximo 24 de outubro. Vale ler o depoimento de Fiori ao Le Monde Diplomatique, onde expõe os argumentos do livro e outras idéias originalíssimas deste que é um dos maiores pensadores do Brasil contemporâneo.

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sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O sorriso de Olívio

David Coimbra
....

Apesar do desgosto do fotógrafo, encantei-me com a autenticidade de Olívio Dutra, e tomei o episódio como um símbolo da maior qualidade do seu partido: a coerência. Foi fermentado por tal coerência que o PT cresceu. Era algo novo no Brasil, um partido que participava do jogo democrático sem fazer concessões iníquas em troca do poder. E o PT ensinou aos outros partidos que coerência e sucesso não são excludentes, na política.

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sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Pino Solanas, um cidadão latino-americano

Um dos principais cineastas latino-americanos da atualidade, candidato pela segunda vez à Presidência da Argentina, Fernando “Pino” Solanas fala da Pátria Grande Latino-americana e dos seus projetos de cinema em entrevista ao Brasil de Fato.

Nossos povos têm que sair do esquema neoliberal.

E têm que mudar. Têm que mudar a essência do que tem sido a América Latina: um território colonial e neocolonial. Território de saque de mais valia e de recursos naturais. Temos de construir formas inovadoras.

Quando falamos de um socialismo latino-americano, falamos de um socialismo pensado a partir de nossas tradições históricas, a partir das nossas heranças. De Simón Rodrigues, Artigas, Mariano Moreno, Monteagudo... a Mariátegui. Todo esse imenso acervo cultural. Citaria 50 nomes, desde Tupac Amaru, Bolívar..., e assim por diante.”
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quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Esquerda e direita

Luis Fernando Veríssimo

... E, aparentemente, o DNA não vai nos dizer se estamos condenados a ser contraditórios de uma maneira ou de outra, para sempre. Era só o que nos faltava, o DNA ser do centrão.


Feliz é a mosca, que tem mais ou menos a nossa estrutura genética mas absolutamente nenhum interesse nas suas implicações.

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quarta-feira, 10 de outubro de 2007

A crise tem data, nome e sobrenome

Miguel Rossetto

Os atuais problemas financeiros que o Rio Grande enfrenta não são resultado de opções tomadas há mais de 30 anos, mas sim de escolhas feitas entre 1995 e 1997, pelo governo Britto, pelo PMDB, pelo PSDB e seus aliados. Essas medidas retiraram receitas do Estado, desorganizaram a economia e comprometeram a capacidade de financiamento público.

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domingo, 7 de outubro de 2007

Che: símbolo del mundo

No Prensa Latina pode-se chegar a um importante acervo a respeito do Che, símbolo del mundo. Para acessar o sítio especial do Prensa Latina onde este tesouro está armazenado é só clicar na imagem.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007