sábado, 28 de outubro de 2006

A onda é vermelha, mas tem de ser aproveitada

Esta não será a primeira nem a última eleição em que pesquisas apresentam prognósticos aberrantes mesmo às vésperas da votação. A pesquisa IBOPE que sairá na Zero Hora deste sábado, 28/10, outra vez prestará um desserviço à democracia publicando resultados absurdos.

Pesquisa eleitoral não substitui a consciência do povo! E tampouco antecipa a vontade popular. Por isso, as próximas 48 horas serão dramaticamente decisivas para consolidar um potencial concreto de vitória de Olívio e Lula no Rio Grande do Sul. A onda é vermelha nesta reta final da campanha; sentem-se os ventos da viragem que garantirão a mudança do Rio Grande com Olívio e do Brasil com Lula.

Ocorreram simultaneamente três processos nesses últimos dias com impactos diferenciados: i] o crescimento de Olívio nos eleitores indecisos; ii] a transferência direta de votos de Yeda para Olívio e iii] a diminuição da votação espontânea em Yeda sem, contudo, haver a transferência automática de votos para Olívio, mas sim temporariamente para o contingente de indecisos.

Houve, por isso, o aumento de pessoas que ficaram indecisas nestes últimos dias. Este universo deve estar girando ao redor de expressivos 13% do total de eleitores e é composto preponderantemente por mulheres. É este o contingente que definirá a eleição no domingo.

Por isso é prioritário o trabalho de consolidação da mudança de voto que já foi de Yeda mas que ainda depende de um empurrãozinho para migrar definitivamente para o Olívio. A onda é vermelha e favorece o esforço de convencimento e de busca de novas conquistas. Somente com o trabalho árduo e perseverante se converte o potencial de virada em vitória concreta.

Os ventos sopram a favor da viragem para continuar as mudanças com Lula e retomar as transformações do Rio Grande com Olívio.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Desespero descamba para delinqüência e terrorismo

A eleição chega ao seu desfecho final e, junto com os ventos da viragem em favor de Olívio e Lula, chegam também as baixarias da candidatura Yeda, Alckmin e seus partidários. O desespero de Yeda/Alckmin e sua turma pode ser medido pelo grau de delinqüência e terrorismo que vêm empregando nestes momentos finais da campanha.

Só até as 11 horas desta sexta-feira, foram interceptados quatro crimes cometidos pelas candidaturas de Yeda e Alckmin:

  • a veiculação de comercial eleitoral fraudado sobre o debate da RBS que usa áudio e vídeo do debate da TV Band;
  • prisão de apoiadores de Yeda distribuindo material apócrifo, com acusações a Olívio e com a logomarca falsificada do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre;
  • apreensão de material ofensivo e mentiroso do deputado Osmar Terra, distribuído na região de Santa Rosa; e
  • distribuição de material falsificado com a logomarca da Folha OnLine com a falsa notícia da filha de Lula presa na carceragem da Polícia Federal.

Todas as pessoas democráticas e de bem do Rio Grande que repudiam tais atitudes desesperadas devem denunciar quaisquer novas ilegalidades para os comitês de Olívio e Lula, para a Justiça Eleitoral, para a Polícia Civil e Brigada Militar e para todos os órgãos de imprensa ao alcance.

Eleição deve ser disputada de maneira limpa e sem golpes baixos. Eleição é a manifestação consciente e livre do povo, e por isso deve ser feito um mutirão cívico de vigilância contra a delinqüência e o terrorismo desencadeados pelas candidaturas de Yeda e Alckmin.

A militância da Frente Popular, movida pela paixão e pela verdade, não deve aceitar e revidar qualquer violência sofrida, mas denunciar imediatamente.

A força do povo vence a vilania política da direita.

A nacionalidade de Elsa

O amigo David, que tem a sua Elsa e se sentiria bem representado no papel de Fred, esclarece a dúvida de Biruta quanto à nacionalidade de China Zorrilla, se uruguaya ou argentina:
Biruta do Sul, China Zorrilla es uruguaya, pero mira que raro. En 1970 se fué de Uruguay porque estaba prohibida, no es verdad, parece mentira que estas cosas ocurran en America Latina.- David

Mais um passo de Olívio rumo à estação vitória

No último debate televisivo desta eleição – um dos raros que a candidata Yeda não desistiu de comparecer – Olívio mostrou novamente porque é a certeza de mudar o Rio Grande e a vida do povo gaúcho para melhor.

Olívio apresentou as propostas de geração de empregos, recuperação dos serviços públicos, articulação e integração das polícias, redução de impostos, fortalecimento da agricultura e dos setores econômicos tradicionais da economia gaúcha e vários outros pontos do programa. Olívio deu, dessa forma, mais um e importante passo rumo à estação vitória.

Do outro lado se postou uma Yeda desfigurada e visivelmente irritada que a cada crítica recebida reagia com intolerância e desapreço. A candidata estava alterada e nervosa, mas mesmo assim não abandonou o costumeiro tom professoral e arrogante. Nas respostas, só falou generalidades e tecnalidades que nem seus mais esforçados alunos poderiam aprender qualquer coisa.

Adiante, nas postagens são comentadas as principais passagens do debate.

Debate III - mais um passo de Olívio rumo à estação vitória

Solução de Yeda é a mesma que gerou o PCC
Apesar da advertência de Olívio de que o desmembramento da Secretaria da Justiça e Segurança não é solução, mas sim problema para a questão penitenciária, Yeda defendeu novamente a doutrina falida do tucanato paulista, que consiste em criar vários órgãos de segurança porém sem nenhuma política de segurança. O efeito, todos sabem, é caos e PCC.
Olívio quer integração e inteligência das polícias, e Yeda defende a desarticulação e desintegração.

Remédio de Yeda é veneno
Yeda considera boa a renegociação da dívida feita por Britto e FHC, que retira R$ 1,7 bilhões todo ano do Rio Grande. Para Yeda, a medida adotada por Britto e FHC com o apoio dela é positiva, apesar do brutal sacrifício imposto aos serviços e aos servidores públicos.

Cuidado
: o que Yeda considera remédio é, na verdade, veneno.

Debate II - mais um passo de Olívio rumo à estação vitória

Yeda é contra a redução de impostos
A candidata Yeda é contra o Plano de Desenvolvimento e Emprego proposto por Olívio, que prevê a redução de ICMS para várias cadeias produtivas condicionada à geração de 125 mil empregos.
Yeda é contra a redução de impostos porque sua corrente político-ideológica só sabe governar com privatizações e aplicação de tarifaços.

Meia verdade = Mentira Inteira
Eleição é também o exercício de equações aritméticas e matemáticas, principalmente quando num dos lados está uma professora arrogante ou o que o jornalista Paulo Sant´Anna já chamou de “ectoplasma tecnocrático”.
Yeda tentou por repetidas vezes usar sofismas e dizer meias-verdades. Chegou até a insinuar que Olívio é contra a agricultura familiar. Mas repetidamente ela ouviu de Olívio que meia-verdade é pior que uma mentira inteira.

O homem da Azaléia
Yeda não explicou a Olívio porque ela não fez nada quando “o homem da Azaléia”, o amigo Britto, tirou a empresa e milhares de empregos do Rio Grande do Sul.

Debate I - mais um passo de Olívio rumo à estação vitória

Yeda faz o jogo das oligarquias baiana e paulista
Olívio mostrou outra vez que a deputada Yeda fez parte da trama poderosa para tirar a FORD do Rio Grande para levar para a Bahia. Foi com o voto de Yeda que FHC e ACM aprovaram a Medida Provisória que garantiu enormes privilégios para a empresa, que então abandonou as negociações com o governo gaúcho.
Yeda sempre fez o jogo das oligarquias baiana e paulista, e por isso também votou contra a proposta de Reforma Tributária do governo Lula que beneficiaria muito o Rio Grande do Sul.

Yeda foge das responsabilidades
Durante todo o debate Yeda se esquivou das responsabilidades diretas dela ou dos setores partidários que a apóiam. Aliás, a candidata sempre usa o truque de esconder ou negar o que lhe é desfavorável.
Negou ser responsável com FHC e ACM da trama para a saída da FORD; calou diante do grave desastre ocorrido no Rio dos Sinos durante a gestão tucana na SEMA; mentiu sobre votações dela como deputada e na postura diante da Lei Kandir.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

As pesquisas, a viragem e a responsabilidade

A candidatura de Yeda sempre usou a técnica de repercutir pesquisas erradas para induzir o voto em candidatos supostamente vencedores. Algumas pesquisas que foram divulgadas antes previam o crescimento de Yeda a porcentuais tão elevados que, se verdadeiros, atingiriam a soma dos votos dela, do Olívio e mais a população inteira do Uruguay. Outras pesquisas chegaram, inclusive, a sugerir a decisão eleitoral antecipadamente por WO, de tão confiantes na vitória da candidata neoliberal.

Os recentes resultados divulgados devem ser recebidos, por isso, com idêntica cautela, pois pesquisa não substitui voto na urna e menos ainda dispensa a responsabilidade militante de se conquistar novas consciências e construir a maioria eleitoral e social de Olívio e Lula.

É certo que os tempos e os ventos são de viragem na eleição gaúcha. A verdade, a consciência, a história e a política vencem a mistificação propagandística dos neoliberais. Mas isso exige muita garra, muita força e muito trabalho de convencimento até às 17 horas do próximo domingo.
Agora é hora de reforçar o dínamo dos ventos da viragem, para trazer os ares da mudança de volta ao Rio Grande.

Elsa y Fred

Vale ver Elsa y Fred, um filme sensível, simples e esperançoso de Marcos Carnevale, que tem China Zorrilla [argentina ou uruguaia?], de Conversando com Mamãe, no papel principal de Elsa. O filme não tem nada de vulgar ou caricatural, apenas explora as possibilidades existenciais muitas vezes invisibilizadas pela brutalidade do cotidiano.

A história vence a mistificação

Jeferson Miola, integrante do IDEA – Instituto de debates, estudos e alternativas de Porto Alegre - jmiola@uol.com.br
Nas últimas eleições no Rio Grande do Sul, o conservadorismo gaúcho esconde os reais propósitos da sua ideologia e se camufla em imagens, clichês e bordões de apelo subjetivo.
Diante da derrota das fracassadas fórmulas neoliberais aplicadas especialmente no governo estadual no período 1995/1998, a direita gaúcha se transforma em camaleão para parecer o que não é e esconder o que de fato representa. As eleições, sob a ótica conservadora, passaram a ser convertidas em concursos de propaganda e de marketing, cheios de generalidades confortantes, sedutoras e com cada vez menos conteúdo programático para responder aos problemas concretos da população. Esta estratégia propagandística-eleitoral tem encontrado na grande mídia um poderoso meio de propagação, que sedimenta essa mistificação no imaginário social.
Em 2002, por exemplo, o atual governador foi eleito sob a consigna da “pacificação do Rio Grande”. Não se discutiam propostas concretas para a saúde, educação, empregos, juventude e desenvolvimento, porque o que dominava o ambiente político e social era tão somente o tal sentimento de “pacificação do Rio Grande”.
Tanto a propaganda eleitoral como a mídia operaram com eficiência em duas dimensões - i] para sedimentar uma versão parcial e anti-histórica sobre a gênese dos conflitos na política gaúcha daquela época, em que a oposição ao projeto democrático-popular empregou técnicas e métodos não muito diferentes do terrorismo tucano-pefelista na oposição ao governo Lula e na eleição presidencial desse ano; e ii] para isentar a oposição do ódio e sectarismo e ao mesmo tempo estigmatizar o governo Olívio Dutra e principalmente o PT, tratando como nefastos à vida política gaúcha e cuja continuidade deveria ser evitada de qualquer maneira.
Nas eleições municipais de 2004 a direita gaúcha outra vez se coesionou no bloco de “todos contra o PT” e aperfeiçoou a estratégia propagandística adotada nas maiores cidades do Rio Grande governadas pela Frente Popular, como Caxias do Sul, Pelotas e Porto Alegre. Nada de programas e propostas concretas para responder às necessidades do povo, mas apenas bordões sedutores tipo “manter o que está bom e mudar o que precisa ser mudado”. Dito de outra maneira, seria como incutir a seguinte máxima: “apesar de ser bom com o PT, não pode continuar com o PT”.
Nos últimos embates eleitorais gaúchos, portanto, o disfarce e o engodo venceram a política.
Nessa eleição Yeda é mais que candidata. É a mais recente trucagem oferecida como um “novo jeito de governar”. Este e vários outros bordões são repetidos à exaustão com o objetivo de impregnar o senso comum com formulações fantasiosas e mistificadoras das pessoas, da política e da história. Os partidários de Yeda ridiculamente chegam a igualá-la a Ana Terra e Anita Garibaldi!.
Uma candidatura não é expressão de devaneios e delírios pessoais ou coletivos. Menos ainda de fantasias e de abstrações mistificadoras que ocultam o passado, as trajetórias e os compromissos programáticos unicamente para iludir o povo e fraudar sua vontade genuína de escolha.
O revés contínuo que Yeda vem sofrendo no segundo turno não representa somente perdas eleitorais, mas felizmente a derrota de uma técnica propagandística muito perigosa que mistifica biografias, demoniza quem contraria seus interesses, falseia a história e converte a política em recurso de alienação, ao invés de propiciar a libertação criativa e participativa.
Olívio vem vencendo objetivamente a disputa pois vem conseguindo construir maioria eleitoral, social e política. Mas a vitória mais importante de Olívio se desenrola precisamente no plano subjetivo, de geração de consciências e de recuperação, junto ao imaginário social, dos verdadeiros valores da igualdade, fraternidade, solidariedade e da liberdade.
Olívio não se desmancha no ar como a adversária do povo gaúcho porque exibe com orgulho sua origem, sua história e sua visão de mundo. Ele tem a humildade de quem quer aprender com as experiências vividas, e seu compromisso com um futuro generoso para todo o povo gaúcho não é retórica eleitoral, mas o emblema de uma vida comprometida com transformações. A solidez do Olívio é produto da história de vida e de luta do nosso povo, que foi talhado para vencer, e sempre, toda e qualquer mistificação da política e da história.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Os ventos, a Biruta e a viragem

Os ventos que varrem o Pampa oferecem boas novas para os dias que chegam. Notícias alvissareiras virão para todo o povo gaúcho.

A combinação de vários fatores evidencia que se já não aconteceu, está prestes a ocorrer o fenômeno conhecido como “intersecção” – o definitivo passo de Olívio rumo à Estação Vitória. A Finlândia fica geograficamente mais longe.

As pesquisas, apesar das fortes evidências em contrário dos seus achados, continuarão as mesmas ...

Descompostura e grosseria

Eleição deveria ser um momento de afirmação programática e do bom debates de idéias e visões de futuro para a sociedade. Mas infelizmente há setores intolerantes que perdem a compostura quando perdem os argumentos ou quando se defrontam com quem pensa diferente.

O governador reeleito do Mato Grosso, Blairo Maggi, cumpria agenda de apoio a Lula e Olívio no Rio Grande no último 24/10 e foi convidado pelo controvertido presidente da FARSUL para uma visita à entidade. Para não haver dúvida: foi convidado para ir à FARSUL – não se ofereceu e não constava da sua programação original tal visita.

Lamentavelmente o controvertido presidente da FARSUL convida as pessoas para irem à sua casa para destratar e ofender o convidado. Não se faz isso com ninguém. Maltratar as pessoas é parte de uma perversão inaceitável. Chamar à própria casa para maltratar e agredir por divergências políticas é um ato de selvageria.

De afonias e cagaços

Yeda deve sofrer de um tipo de afonia seletiva, a ser confirmada na literatura médica se não se trata daquela que acomete pessoas em situações de pânico.

Zero Hora de hoje noticia que Yeda estava normal somente antes e depois do debate que deixou de ir na rádio gaúcha as 14 horas com Olívio. Aliás, consta que no gritedo dela na reunião com bombachudos e setores partidários, não faltaram os habituais xingamentos e incitações violentas contra o PT.

Ela foi estranhamente acometida pelo mal-seletivo no horário do debate com Olívio. A deputada desrespeita toda a população gaúcha, que cultiva a tradição do bom e respeitoso debate.

Resposta ao IOTTI

Na inspiradíssima charge de hoje em ZH, Iotti pergunta se algum candidato falou em prorrogação de contrato.

Biruta responde com toda presteza que Yeda, apesar da dissimulação, não consegue esconder que além de novos pedágios com o velho Polão Yeda, Britto & Padilha, também vai prorrogar os contratos dos atuais pedágios.

Na edição de 21 outubro passado, Biruta revelou o verdadeiro plano de Yeda, que ela escondia sofismando pretender “Novos Equilíbrios para os Pedágios de Consórcios que diminuam o custo para o usuário de automóveis e ônibus. [Item 4 do Capítulo Transportes e Sistemas Logísticos do Programa de Governo de Yeda].

Em português que todo mundo entende isso significa, na vida real, a prorrogação dos contratos de pedágios implantados pelo Britto.

Não são só as companhias de Yeda que são velhas e manjadas; ela continua com a velha turma e o velho estilo de mentir. Também as propostas dela são velhas, ultrapassadas e não servem ao Rio Grande do século XXI, como já não serviam no século passado. Enquanto todo o Rio Grande quer se desvencilhar das amarras do passado e das armadilhas criadas com as políticas neoliberais de Yeda, a candidata retrocede e defende propostas que atravancam o desenvolvimento.

Reacionarismo

Feijó faz o gênero do precursor que revela o caráter e do conteúdo da candidatura conservadora ao governo gaúcho. Através dele foi revelado, por exemplo, que a candidatura Yeda-Feijó, se eleita, realizará plebiscito para privatizar o BANRISUL e também se “livrará” de outras instituições que consideram pesadas, como a PROCERGS, UERGS, FEE, CORSAN e fundações e empresas públicas.

No debate da TVCom com Jussara Cony, Feijó então revelou a faceta reacionária da sua candidatura. Com um discurso ideológico embolorado, o vice de Yeda se referia à filiação de Jussara Cony ao Partido Comunista [pronunciado por extenso e não a sigla PCdoB] com acento extremamente preconceituoso. Feijó parece estacionado no período da guerra fria, portando um discurso paranóico que enxerga as mãos de Moscou em tudo e que deve trancafiar infantes em cofre para protegê-las de comunistas devoradores de criancinhas.

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Os interesses no Polão de Yeda, Britto & Padilha


Nos debates, Yeda justifica a proposta de novos pedágios da Região Metropolitana com o Polão de Yeda, Britto & Padilha dizendo que defende o pedido de todos os prefeitos da região.

Em julho de 2005, 14 das 18 prefeituras municipais pertencentes à Associação dos Municípios do Vale dos Sinos pediram o empenho do governador Rigotto para evitar a retomada do Polão de Yeda, Britto & Padilha.

Afinal, cabe uma pergunta: a que interesses atende a deputada Yeda, se o empreendimento do Polão de Yeda, Britto & Padilha efetivamente não interessa aos prefeitos municipais e às comunidades que seriam duramente afetadas e oneradas com o projeto?

O mundo de Yeda


Em plena convocação extraordinária do Congresso Nacional em janeiro de 1998, a deputada Yeda fugiu das sessões extraordinárias de quinta e sexta-feira para fazer um piquenique nas fantásticas cachoeiras da Chapada dos Veadeiros.

Um passeio místico, esotérico. A parte real dessa estória foi que a deputada marcou presença no plenário para não perder a boquinha de R$ 551,70 de diária para cada dia de descanso no paradisíaco planalto brasileiro.

Um trabalhador sem os privilégios da deputada jamais poderia fazer o que a deputada fez, e caso fizesse, sofreria desconto no salário. Em nome da decência, a deputada deveria devolver os R$ 551,70 recebidos em cada sessão gazeada. Não devolveu, obviamente.

A deputada faltou à sessão que votava o antigo projeto Banco da Terra, do qual foi relatora. Não há informações de que havia alguma matéria de interesse dos gaúchos e gaúchas na incursão de Yeda pela Chapada dos Veadeiros.

Quando não privatiza, mercantiliza

O programa de governo de Yeda é uma peça exemplar das teses neoliberais que devastaram países e sociedades no século passado. Seu projeto vai além e atualiza as estratégias de acumulação privada à luz de uma visão radical de minimização do Estado e de maximização das oportunidades de Mercado.

O centro do programa de Yeda se assenta no projeto de PPPs – Parcerias Público-Privadas, no esvaziamento da capacidade de atuação estatal devido à não reposição de aposentadorias, na transferência de renda pública para mega-empresas, nas privatizações e na redução de investimentos sociais.

Além da privatização do BANRISUL e da perspectiva de venda e/ou extinção de empresas e fundações públicas como PROCERGS, UERGS, FEE, CORSAN, a concentração privada da renda seria enormemente ampliada através das PPPs. Com a adoção das PPPs se abriria uma nova e duradoura etapa de mercantilização de vários aspectos da sociedade e da economia gaúcha.

As PPPs estão prescritas para soluções as mais variadas: Estradas, Irrigação Agrícola, Política Habitacional de Interesse Social, Ferrovias, Hidrovias e Construção e Manutenção de Presídios. A adoção de PPPs nestas áreas – além de outras que não estão claramente explicitadas no plano de governo de Yeda – atrasaria o desenvolvimento do Rio Grande.

PPPs em Irrigação Agrícola
O programa de Yeda apresenta generalidades em relação ao Sistema de Irrigação, pondo em dúvida a real viabilidade pois omite estudos, custos, bases técnicas para execução, redes e mananciais para suprimento de água.

A hipótese de PPPs para a Irrigação Agrícola também carece de esclarecimentos sobre como o produtor rural remuneraria o Parceiro-Privado. Os produtores teriam de hipotecar a propriedade? Teriam de entregar a produção animal e de grãos? Teriam de entregar parte das terras, maquinários e equipamentos?

As PPPs na agricultura representam o sério risco de inviabilização da agricultura familiar gaúcha, que responde por 95% das propriedades rurais, 25% dos postos de trabalho e 65% da produção dos gêneros alimentares e itens de exportação.

PPPs nas Estradas
Yeda finalmente confessou que pretende implantar o projeto Polão de Britto e Padilha e dessa maneira criar quatro praças de pedágio na Região Metropolitana. E ressuscita aquele velho projeto nas bases originais em que foi concebido: dez anos de praças de pedágios e início de obras somente a partir do décimo primeiro ano de generoso faturamento.

Além do Polão, a candidata Yeda também propõe PPPs para “adequação de vários trechos da malha estadual” e para um “Plano para Estradas Estaduais”.

Parcerias Público-Privadas em obras rodoviárias é hoje e será no futuro o estabelecimento de concessões públicas para a exploração de pedágios. E não se pode alimentar ilusões: seriam novos pedágios concedidos, pois as parceiras-privadas não fariam pedágios comunitários.

PPPs nos Presídios
PPPs para a construção e manutenção de presídios é a amplificação da crise carcerária e não sua solução. Estudos demonstram que presídios privados são extremamente lucrativos para as parceiras-privadas, mas muito prejudiciais ao Estado e ao interesse público porque aumentam significativamente os custos públicos e deformam o sistema penal para gerar mais apenados e uma superpopulação carcerária. O subproduto dessa escolha, por exemplo, é a crise permanente do sistema penitenciário e o surgimento do PCC.


PPPs na Política Habitacional

A proposta de Yeda de realizar moradias populares na Região Metropolitana de Porto Alegre através de PPPs representa o retrocesso na política pública de habitação de interesse social desenvolvida com subsídio estatal para a população necessitada. As parcerias eficientes para a construção de moradias populares são aquelas firmadas entre o Estado, os Municípios e as cooperativas habitacionais urbanas e do meio rural.

*** ***

Não é só na privatização do BANRISUL e de outras empresas públicas gaúchas que se evidencia o recorte privatista da candidatura Yeda / Feijó. As PPPs propostas por Yeda não só aprofundam a visão mercantil acerca de atividades de execução tipicamente estatal, como também poderiam comprometer setores econômicos por inteiro, como a agricultura gaúcha.

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Arrogância

Não é só o tom professoral e falso consistente de Yeda que cai enviesado. A face soberba e arrogante da candidata tem se sobressaído nos últimos dias.

Nada do que os outros fazem Ela considera bom. Só presta o que Ela e sua turma fazem. Nada do que os outros fazem tem a autoria reconhecida, pois tudo foi criado por Ela e seus congêneres tucanos.

O Bolsa-Família foi invenção dEla. O Banco do Povo foi uma criação dEla. E o Crédito Fundiário foi outra invenção dEla. Não demora muito e Ela vai dizer que o Universo também foi criação dEla. Mas só os frutos bons, porque obviamente os defeitos da humanidade são do resto dos humanos – afora Ela, claro.

Crise se supera com União

A crise do Rio Grande é muito séria, e se alguém imagina que poderá resolvê-la abrindo guerra contra o governo federal, só agravará o atual quadro de dificuldades.

A candidata Yeda faz uma oposição furiosa ao PT e ao governo Lula. Não cansa de dizer que Lula é o “carrasco do Rio Grande”. Com esta atitude arrogante de desvalorizar tudo de bom que os outros fazem, a candidata obstrui o caminho do diálogo e não reconhece os enormes avanços que vêm ocorrendo com o governo Lula no Rio Grande. É a duplicação da BR101, a Perimetral da BR116, a Rodovia do Parque, as Usinas de Biodiesel, a quadruplicação dos créditos agrícolas, a Unipampa e a Universidade do Norte Gaúcho, o Seguro de Preço Agrícola, o CEITEC, R$ 450 milhões a mais para o SUS, PROUNI, escolas técnicas, Dique Seco, Pólo Naval e tantos outros investimentos que modificarão a fisionomia do Estado para sempre.

Yeda, ao longo da campanha, só desancou o verbo contra o governo federal e não apresentou uma única proposta de diálogo ou de equacionamento conjunto de problemas que a União pode colaborar. Ao contrário, do ponto de vista da candidata, não haverá sequer renegociação da divida estadual, pois ela considera os termos do comprometimento das finanças gaúchas com o pagamento da dívida “um bombom maior que a festa da Páscoa na Serra” que foi deixado por Britto e FHC.

Agindo com arrogância e fazendo oposição furiosa ao PT e ao Presidente Lula só porque não são do seu partido ou da sua turma, a candidata prejudicaria ainda mais o Rio Grande, deixando o Estado estagnado por mais quatro anos.

A superação da crise depende de conhecimento, experiência, boas propostas e muita capacidade de diálogo e entendimento com o governo federal. É necessário haver muita união entre o próximo governador e o Presidente Lula. Não se supera a crise do Rio Grande com ataques furiosos ao governo federal. Por isso Olívio vem consolidando sua vitória neste segundo turno, porque representa a certeza da mudança com diálogo e o enfrentamento concreto dos problemas do Rio Grande.

Programado para mentir

O vice de Yeda, Paulo Feijó, foi finalmente enquadrado nos métodos políticos da candidatura Yeda. No debate da TV Guaíba com a vice de Olívio, Jussara Cony, Feijó parecia um robô a repetir as mesmas mentiras de Yeda em relação ao Banrisul e a outros temas espinhosos para a candidatura da direita, como os votos contra os trabalhadores e aposentados, o Polão, a extinção de fundações e empresas públicas.

Eleição é mesmo um tempo de camaleonismo. Paulo Feijó já demonizou o Banrisul de várias maneiras e revelou que se eleitos realizariam o plebiscito para se desfazer do “peso” do Banrisul. Publicou um artigo na Zero Hora de 10/03/06 no qual disse que o Banco de todos os gaúchos “vale mais morto que vivo”.

A candidatura de Yeda perde, assim, o único resquício de verdade que possuía. Uma virtude que inclusive era restrita ao seu vice.

domingo, 22 de outubro de 2006

Lula diz que foi Deus quem garantiu o segundo turno

A cada instante Lula busca novas explicações para a realização do segundo turno. Hoje afirmou que foi Deus quem garantiu o segundo turno. Está bem, foi Deus, desde que Deus também atenda pelo nome de Rede Globo de Televisão, conforme artigo já publicado por Biruta - William Bonner Presidente.

Com tantas revelações sobre a trama do delegado Edmilson Bruno com a imprensa - em especial com a
Globo para mostrar as fotografias do dinheiro no Jornal Nacional de 29/09 - até mesmo quem acreditava que o segundo turno foi causado pela ausência do Lula no debate, já se convenceu da enorme armação golpista criada pela Rede Globo e a direita.

A volta do Fórum Social Mundial

A eleição para o governo do Estado do Rio Grande do Sul está sendo acompanhada por setores da sociedade civil internacional que atuam no contexto do Fórum Social Mundial. A eleição de Olívio como governador do Rio Grande favoreceria os entendimentos para a realização de nova etapa mundial do Fórum em Porto Alegre.

Foi justamente no governo de Olívio, no verão de 2001, que se realizou a primeira edição deste que é um das melhores e mais generosas invenções da sociedade civil internacional. Além da credibilidade institucional conferida por Olívio, o Fórum recebeu apoio material e operacional incondicional do seu governo, o que gerou reações obscurantistas da turma reacionária que se aglutina em torno da candidatura de Yeda.

Pontos de viragem

Olívio entra nesta última semana das eleições consolidando um trabalho sério de conquista de apoios e adesões à sua candidatura. No final de semana, a presença de Lula no Rio Grande deu o empuxe necessário para a virada da disputa presidencial e, por conseqüência, do crescimento de Olívio.

No início desta semana decisiva, com o apoio que Olívio receberá do governador reeleito do Mato Grosso, Blairo Maggi, mais e importantes pontos eleitorais serão contabilizados em favor de sua candidatura.

Maggi, que não é caldo de galinha, mas que também não é sopa, é o maior produtor agrícola do Brasil. Sua presença no Rio Grande, portanto, exorciza os últimos fantasmas na caminhada vitoriosa de Lula e Olívio no território gaúcho.

Acontecendo na bela e doce capital

Muita coisa boa anda acontecendo na bela e doce capital dos gaúchos – no cinema, nas artes, na música. Neste domingo, teve uma exuberante apresentação de Geraldo Flach acompanhado da Orquestra de Câmara Theatro São Pedro, sob regência de Antônio Carlos Borges Cunha dentro da programação do Concertos CEEE.

Interpretando com extrema maestria e inventividade o clássico e o popular, Geraldo Flach populariza o gosto pelo erudito e sofistica a sonoridade do popular. Não por acaso é um dos principais músicos brasileiros da atualidade.

sábado, 21 de outubro de 2006

O preço do atraso Yeda

Nos contratos do Polão de Britto, Yeda e Padilha, as tarifas praticadas seriam de R$ 5,30 [um sentido] e R$ 10,60 [dois sentidos] para automóveis e de R$ 60,00 [um sentido] e R$ 120,00 [dois sentidos] para caminhões e ônibus. As empresas concessionárias poderiam cobrar estes valores sem ter a obrigação de fazerem qualquer investimento ou obra substantiva, salvo as praças de pedágios, a pintura e pequenos retoques na pista. Somente no décimo primeiro ano construiriam uma parte da Rodovia do Parque, com uma partezinha da dinheirama usurpada dos usuários [ou otários]. Um absurdo!

Um estudante da Unisinos com residência em Porto Alegre, por exemplo, gastaria diariamente no mínimo R$ 10,60 em pedágio durante 10 anos. Só a partir do décimo primeiro ano veria a estrada melhorada. Ao longo de dez anos, faria sua graduação, especialização, mestrado e doutorado sem que a estrada estivesse melhorada, mas já teria repassado R$ 25.652,00 às concessionárias.


Para um caminhão que fosse de Caxias do Sul até Passo Fundo ou de Caxias até o Litoral, por exemplo, pagaria R$ 240,00 à vista em pedágios e veria melhorias somente a longuíssimo prazo, quando o caminhão já estaria no ferro velho.

ESCÂNDALO: Yeda quer prorrogar contratos de pedágios

No programa de governo de Yeda, na página 15, item 4 das propostas sobre Transportes e Sistemas Logísticos, está assim escrito: “Estudar a Implantação de Sistemas de Pedágios Comunitários e Novos Equilíbrios para os Pedágios de Consórcios que diminuam o custo para o usuário de automóveis e ônibus.

Em português bem claro, sem enrrolação e camuflagem, para que a Dona Maria entenda, a parte acima sublinhada, que propõe “Novos Equilíbrios para os Pedágios de Consórcios” significa, na vida real, a prorrogação dos contratos de pedágios implantados pelo Britto.

Todo o Rio Grande quer se desvencilhar das amarras do passado e das armadilhas criadas com as políticas neoliberais de Yeda, mas a candidata volta ao passado e defende propostas que causariam o retrocesso ao Rio Grande, se ela fosse eleita.

Os pedágios dificultam a comunicação, os transportes e a interligação das comunidades e dos negócios. Os pedágios atravancam o desenvolvimento do Rio Grande, e como diria o Mário Quintana, não passarão. E o Olívio, passarinho.

Mais pedágios com POLÃO de Yeda, Britto e Padilha

No debate da TV Guaíba, a candidata Yeda não pôde continuar escondendo e finalmente foi obrigada a revelar que pretende implantar novos pedágios com o Polão.

O Polão da Região Metropolitana de Porto Alegre, concebido no contexto global do projeto de pedagiamento rodoviário do governo Britto / Yeda com Padilha no Ministério dos Transportes de FHC, foi a solução neoliberal para o problema de saturação da BR 116 na confluência para Porto Alegre.

O contrato do Polão prevê como obras emergenciais a instalação imediata de QUATRO PRAÇAS de pedágio – no Scharlau [BR 116 com RS 240], na Tabaí-Canoas [BR 386 com BR 116], na BR 116 à altura do Zoológico e na RS 118 em direção ao Vale do Gravataí.

As empresas concessionárias então exploram as praças de pedágio por um período de DEZ ANOS tendo apenas algumas obrigações cosméticas, como pinturas de pistas e pequenos reparos. Somente a partir do décimo primeiro ano, com um enorme capital arrecadado nas rodovias já existentes, as empresas concessionárias teriam então a obrigação de iniciar a chamada obra estrutural, a Rodovia do Parque, que seria parcialmente executada com o prazo de três anos para ser concluída!
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Na administração estadual de Olívio Dutra, a pequena brecha jurídica existente nos contratos foi aproveitada e o projeto do Polão foi cancelado, assim como o Pólo de Pedágios de Pelotas/Santa Maria. Ao todo, o governo Olívio impediu a instalação de 2 Complexos [Pólos] e 14 praças de Pedágio previstas por Britto.

O governo Olívio, juntamente com a UFRGS, elaborou o estudo para a viabilização de alternativa para o desafogo da BR 116 sem a implantação de pedágios. O resultado foi o projeto de Anel Viário Metropolitano, que na integralidade prevê um grande roteiro composto por dois eixos de ligação entre a BR 290 em Porto Alegre e a Região da Serra, que correm em paralelo à BR 116 nas direções Oeste e Leste.

No projeto do Anel Viário, a primeira fase de obras prevê a construção imediata da Rodovia do Parque [BR 448], a conversão da BR 116 em Perimetral e a duplicação da RS 118 entre a BR 116 e BR 290 – todas as obras realizadas sem a criação de pedágios. A segunda fase do Anel Viário, que compreende as alças de ligação entre as Regiões Metropolitana e Serra, será iniciada imediatamente após a conclusão da primeira etapa e mediante a obtenção de novas fontes de financiamento.

Note-se que a primeira fase do Anel Viário Metropolitano engloba a abrangência do Polão, pois viabiliza as soluções viárias para a interligação da Serra, do Vale do Paranhama e da Zona da Produção com Porto Alegre - sem pedágios. O governo Lula revogou a licitação feita por Padilha e já iniciou a primeira fase imediatamente, sem criar pedágios. Lula já reservou R$ 100 milhões para a Perimetral da BR 116 e mais R$ 278 milhões para a Rodovia do Parque para que as duas grandes obras sejam concluídas nos próximos três anos. O governo estadual, por sua parte, também iniciou a duplicação da RS 118, a qual será acelerada no governo Olívio com recursos da CIDE e da negociação da dívida.
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É inaceitável, por isso, que Yeda proponha um retrocesso com a retomada do plano de pedágios do Britto e do Padilha. E pior: com a instalação de quatro praças de pedágio que arrecadariam durante DEZ ANOS, para só a partir do décimo primeiro ano iniciar uma única obra.

Preocupa a intransigência da candidata em manter a proposta de Polão, apesar da solução já em andamento com os investimentos do governo Lula na Perimetral da BR 116 e na Rodovia do Parque junto com a duplicação da RS 118 pelo governo estadual.

Será que Yeda gostaria de brigar com Lula e cancelar os investimentos públicos federais no Anel Viário? Ou Yeda pretende repassar as rodovias para as concessionárias explorarem com pedágios mesmo que todos os investimentos que estão sendo feitos sejam do setor público?

Yeda mentiu no debate da TV Guaíba quando disse que prefeitos de 31 municípios da Grampal [Associação dos Municípios da Grande Porto Alegre] apóiam a retomada do Polão. Pela simples razão de que a Grampal é composta por DEZ municípios, e nem todos prefeitos aceitam este atraso ao desenvolvimento. A candidata também não conversa com os prefeitos dos Vales, da Serra e da Produção para saber qual a posição deles e de suas comunidades sobre pedágios.

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

PPP´s - A captura do Estado por interesses privados

O núcleo teórico do projeto de Yeda para o governo do RS se assenta na idéia de PPP´s - Parcerias Público-Privadas.

Em uma postagem anterior, Biruta caracterizou o projeto de Yeda como sendo de um "liberalismo radical, uma visão primitiva de Estado exercendo funções limitadas e a mercantilização máxima de diversas áreas da vida social. Ou dito de outra forma, a maximização de oportunidades do e ao Mercado".


Para dissecar a experiência tucana em SP com PPP´s e ampliar a consciência sobre esta modalidade contemporânea de acumulação capitalista sem riscos, Biruta indica o excelente artigo de Ceci Juruá, A Captura do Estado por Interesses Privados, que pode ser lido clicando aqui.

Yeda poderia se espelhar no seu vice

Como são nobres a honestidade e a verdade, virtudes que o vice de Yeda exibe; ao contrário dela, que faz da dissimulação, da mentira e da desfaçatez um modo de vida.
Vale a leitura do artigo de Marcel Frison "Feijó, um gaúcho entre a mentira e a verdade" [clique aqui], que na verdade é um pedido para que ele continue dizendo a verdade que a candidata dele esconde.

A direita e sua pregação odiosa

Eleição deveria ser um momento privilegiado de educação política e de pedagogia cidadã. Na vida, entretanto, não é bem assim. Infelizmente os setores situados na direita do espectro ideológico representados nas candidaturas de Alckmin e Yeda/Feijó, semeiam o ódio, a violência e o preconceito.

Com estes gestos, estimulam o conflito não só na campanha eleitoral, mas na própria estrutura da sociedade. Aos apoiadores de Lula e Olívio, resta a sensatez e a serenidade para não cairem em provocações e tampouco responderem na mesma moeda. Sobre o comportamento inaceitável da direita e sua cruzada odiosa, leia o artigo na íntegra adiante ...


Jeferson Miola, integrante do IDEA – Instituto de debates, estudos e alternativas de Porto Alegre

Os mesmos setores que hoje apóiam a candidata Yeda/Feijó e que governaram o Rio Grande do Sul fizeram uma oposição violenta e contínua ao governo Olívio, desde antes do governo começar.

O ex-governador Britto abandonou o Rio Grande e foi para o exterior antes da posse, deixando o vice do PSDB transmitir o cargo.

Fizeram uma oposição furiosa, cega; faltou civilidade no trato político. Nada do que o governo propunha era tratado com serenidade. Combatiam todas as propostas do governo para melhorar o Rio Grande. O conflito e a agressão – inclusive à honra e à imagem pessoal – foram os métodos da ação política dos partidos de oposição ao Governo Democrático-Popular.

Até o Fórum Social Mundial foi combatido pela simples razão de ser uma iniciativa que aconteceu no governo Olívio. Prevalecia o obscurantismo e o sectarismo no debate político.

O Pacto pelo Rio Grande, promovido pela Assembléia Legislativa neste ano, incorporou parte importante da agenda que o governo Olívio tentou discutir serenamente com a oposição naqueles anos turbulentos da política gaúcha. Se alguns pontos do que foi proposto lá atrás, como o fim da guerra fiscal, das anistias a sonegadores, o teto salarial, a nova matriz tributária, o apoio aos SLPs e a diminuição da diferença entre os maiores e menores salários tivessem sido aprovados, a situação do Rio Grande hoje seria melhor. Mas infelizmente a oposição conservadora priorizou a guerra política em detrimento dos interesses do Estado.

Em 2002 Rigotto foi eleito sucessor de Olívio ironicamente com o discurso da “pacificação” do Rio Grande. A pacificação, no caso, representava a retomada do poder pelas mesmas forças que incendiaram o Estado quando não estavam no comando do aparelho estatal – PMDB, PSDB, PFL, PPS, PTB e outras agremiações satélites.

Quando se presumia que o obscurantismo e a mistificação tivessem sido superados, este comportamento ressurge com redobrada força nesta eleição. Ao menor sinal de que Olívio poderá vencer a eleição estadual, soa o alarme reacionário. Lamentavelmente a direita ressuscita o mesmo espírito rancoroso do passado. Ressuscita o ranço anti-petista e uma pregação ideológica carregada de ódio e preconceitos que pode ser observada nas candidaturas de Yeda/Feijó e Alckmin.

Os apoiadores de Yeda/Feijó fazem manifestações que estimulam a violência e o preconceito. Ninguém esquece o Bornhausen, que queria a extinção da “raça dos petistas” por 30 anos. Nessa campanha também não faltam materiais publicitários ofensivos, discriminatórios e racistas.

É perigoso este tipo de comportamento, que não colabora para a construção de uma cultura de paz. Ao contrário, estimula a violência inclusive física. O episódio ocorrido no Leblon, no Rio de Janeiro, em que uma apoiadora fanática de Alckmin amputou o dedo de uma petista com uma mordida, é um exemplo do animus criado pela cruzada odiosa da turma do PSDB, PFL e seus aliados.

No saite de Yeda/Feijó tem apoiadores da candidata que escrevem com ódio contra o PT. Lá se encontram coisas como “Não existe meio combate ao petismo. Terá de ser inteiro.” Em outro saite que apóia a candidata tem coisa como “Vamos fazer campanha para Yeda Crusius. Se a gente pudesse esmagar com o dedo o PT na cidade, a gente esmagava. Não vamos deixar se criarem aqui.”.

A própria candidata usa expressões complicadas: “Lula vai apanhar de relho. Chega deles lá e aqui.”. Nos jornais, tem reportagens que mostram que todos os partidos se juntaram não a favor do Rio Grande, mas contra o PT – e eles fazem questão de vincar esta idéia na sociedade.

Esta forma de fazer política não serve, não constrói o futuro. É a forma de quem só é contra, de quem é incapaz de fazer política com respeito e diálogo e a favor do bem comum. A declaração de um dirigente do PP é exemplar: “O que existe no PP é um antipetismo muito forte. Qualquer possibilidade que se tem de votar contra o Olívio, se vota mesmo.”. Apesar das cúpulas partidárias, as bases e os agentes públicos desses partidos têm declarado apoio a Olívio e a Lula neste segundo turno.

Essas atitudes são incompatíveis para quem quer governar um Estado e um país. Prenunciam a própria violência que, num eventual governo, seriam capazes de praticar contra as correntes políticas na oposição ao seu regime. A declaração golpista de Alckmin, de que o segundo governo Lula “acaba antes de governar”, revela a face autoritária e intolerante do PSDB e seus aliados. Numa trama com a mídia - já comprovada -, criaram o segundo turno justamente para desencadearem outra etapa de deslegitimação, enfraquecimento e desestabilização do segundo governo Lula antes do seu efetivo começo, pois nunca alimentaram a ilusão da vitória.

A direita lá e aqui, com Alckmin e Yeda/Feijó, tem clareza quanto ao objetivo de combater o petismo, a frente popular e tudo o que representa a esquerda no país e no Rio Grande do Sul. Os interesses poderosos contrariados pelos governos democráticos e populares despertam o reacionarismo e uma escalada impressionante de violência. A ressurreição do anti-petismo faz rebrotar, dialeticamente, o vigor e a vitalidade do genuíno petismo que, como na manifestação memorável de 1998, construirá a vitória do futuro e das luzes sobre o obscurantismo e o fundamentalismo.

Olívio soma para o Rio Grande

Com a vitória de Lula praticamente assegurada, a disputa gaúcha exige uma reflexão adicional: como seria o Rio Grande governado por Olívio ou por Yeda no segundo governo Lula?

O programa de Olívio articula a dimensão regional com a perspectiva nacional de desenvolvimento – tanto nos aspectos econômicos, de infra-estrutura como na ampliação e consolidação dos direitos sociais.

Há uma complementariedade natural entre os programas de Lula e de Olívio, até mesmo porque muitas experiências desenvolvidas no governo Olívio inspiraram a implementação de políticas públicas no governo Lula. É o caso, por exemplo, do Família Cidadã/Bolsa-Família, do estímulo à Economia Solidária, Primeiro Emprego, Seguro Agrícola, alfabetização com o MOVA, energia eólica e outras iniciativas.

Olívio tem destacado que os avanços que estão ocorrendo com Lula no RS serão potencializados no seu governo, porque haverá confluência de esforços e adição de recursos financeiros, técnicos e operacionais.

Muitas obras ganharão impulso e ritmo forte de realização. Serão estradas construídas, consertadas e duplicadas; usinas de Bioenergia, construídas, fortalecimento da agricultura, avanço em semicondutores, biotecnologia, telecomunicações, transportes e novas tecnologias, fortalecimento do SUS, da educação, mais Bolsa-Família, trabalho e emprego para todo o povo gaúcho.

Além disso, Lula já manifestou receptividade à proposta de Olívio de renegociação da dívida – que Yeda não renegociaria, pois considera o atual comprometimento das receitas com a dívida um “bombom” deixado por Britto e FHC. Com a negociação de Olívio, haverá uma economia de R$ 600 milhões que permitirão novos investimentos e mais aplicações em áreas sociais.

Olívio governador representa uma soma positiva para o Rio Grande. Quando governou o Rio Grande, Olívio obteve condições favoráveis junto ao governo federal quando FHC fazia oposição ao Estado e nunca visitou o Rio Grande. Governar o Rio Grande outra vez, porém com Lula na presidência, abre a possibilidade concreta de que o desenvolvimento do país seja fortemente potencializado aqui.

A trajetória de Yeda e do PSDB/PFL, de gerar conflito aberto com as forças que pertencem a outro campo ideológico, indica que num eventual governo da candidata o Rio Grande teria prejuízos importantes.

Governar é exercer, acima de tudo, o diálogo, a tolerância e buscar o consenso ao interior da sociedade e na relação com os entes federados. Neste ponto a coligação de Yeda dá mostras reiteradas da sua incapacidade genética, e faria muito mal ao Rio Grande.

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

O mito da FORD

Jeferson Miola, integrante do IDEA – Instituto de debates, estudos e alternativas de Porto Alegre

Os apologistas do modelo de transferências públicas bilionárias para mega-empresas vendem a ilusão de que o Rio Grande chegaria ao nirvana se a FORD não tivesse sido levada para a Bahia.

A candidata Yeda, que tem se notabilizado na técnica de Goebbels de repetir uma mentira um milhão de vezes até que se torne verdade, alardeia a falsa informação de que a FORD gerou 100 mil empregos na Bahia e fez o PIB baiano crescer 86%! É um disparate total!

A deputada é mais “fordista” que a própria FORD. No protocolo assinado pela FORD com o governo Britto, a empresa se comprometia a gerar 1.500 [hum mil e quinhentos] empregos diretos e entre 15.000 e 20.000 empregos indiretos. Mas a superestimação de empregos não é a única mistificação que a direita gaúcha faz em torno desse assunto.

Há outros pontos obscuros que necessitam ser iluminados e que dizem respeito à trama arquitetada pelas forças conservadoras para tirar a FORD do Rio Grande e selar um carimbo definitivo em Olívio e no governo por ele comandado. O episódio da FORD ensina o quanto a direita ardilosa é capaz de fazer na luta política e ideológica contra os seus oponentes.

Yeda, FHC & ACM

Quando o governo Olívio tomou posse, não havia nenhum registro sobre as ações do governo anterior e não foram encontrados documentos sobre as negociações efetivadas entre o governo anterior e a FORD, a GM e a DELL.

Só depois de algum tempo as próprias empresas forneceram tais documentos. A partir de então o governo iniciou as negociações, obtendo êxito com a DELL e também com a GM, que resultou numa economia de mais de 100 milhões de reais para o Tesouro Estadual.

Com a FORD, contudo, foi mais difícil, pois a empresa fez mais política do que negociação. Simulava negociar com o governo gaúcho ao mesmo tempo em que armava o jogo com FHC e ACM para mudar-se para a Bahia em troca de benefícios e favores ainda maiores.

Depois de finalmente se acertar com FHC e ACM, a FORD abandonou a mesa de negociações com o governo Olívio e declarou o rompimento unilateral do contrato, apesar da proposição de R$ 196 milhões dos R$ 440 milhões prometidos por Britto e da não contestar da renúncia fiscal de R$ 3 bilhões de reais.

Em seguida o governo federal aprovou a Medida Provisória nº 1740 com a prorrogação da vigência das regras para o regime automotivo no Brasil, para no fundo permitir a transferência da empresa para a Bahia.

A deputada Yeda, apesar de ter mandato popular conferido pelo povo gaúcho, trabalha contra o Rio Grande. Ela aprovou a MP e não se insurgiu contra essa traição ao povo gaúcho. Yeda na verdade sempre apoiou a guerra fiscal de FHC porque faz o jogo da elite paulista e não defende os interesses gaúchos.

Beneficiar uma empresa e quebar o Estado e a economia gaúcha

A direita gaúcha sonega a intransigência da FORD que queria receber os R$ 440 milhões [em valores da época seriam 440 milhões de dólares!], e também oculta o quadro de debilitamento das finanças públicas causado pelo governo de Yeda e Britto.

Como o governo Olívio poderia doar os R$ 440 milhões para a FORD se o ex-Secretário da Fazenda do governo anterior dizia ser necessário privatizar o Banrisul para pagar os salários de março? Com qual dinheiro, se Britto deixou as finanças estaduais completamente destruídas, mesmo depois da farra das privatizações? Como ficariam as obrigações na saúde, na educação e na assistência social? Seria aceitável alcançar R$ 440 milhões a uma única empresa e abandonar um setor inteiro, como do couro e do calçado, que agonizava desde os tempos de Britto e Yeda?

A proposta do governo Olívio representava o limite do possível nas condições em que se encontravam as finanças públicas, mas mesmo assim a empresa se manteve irredutível.

Com muito menos aporte financeiro, o governo Olívio desenvolveu vários programas que fortaleceram as cadeias produtivas locais, em especial o setor coureiro-calçadista, que apresentou um saldo positivo de quase 40.000 empregos. Este mesmo setor, abandonado nos governos do PMDB/PSDB, apresentaram saldos negativos do nível de emprego: -39 mil com Britto e -3.800 empregos com Rigotto.

A fantasia dos empregos e do crescimento

No protocolo de intenções, a FORD se comprometia a gerar 1.500 diretos e entre 15 e 20 mil indiretos.

A deputada Yeda, que deve ter feito curso de economia na Faculdade do Pinóquio, mente ao dizer que a FORD gerou 100 mil empregos na Bahia e que o PIB baiano cresceu 86%.

De acordo com a RAIS do Ministério do Trabalho, entre 1999 e 2005 foram criados apenas 5.600 empregos na indústria de automóveis e autopeças em todo o Estado da Bahia.

Em todo o setor industrial da Bahia – incluída a petroquímica, agroindústria, indústria têxtil, alimentação e outras - foram criados 68.000 empregos entre 1999 e 2005.

Por outro lado, o IBGE aponta um crescimento de 25% entre 2000 e 2005 do PIB da Bahia, sendo que foi o setor agropecuário que teve maior participação neste índice, com crescimento de 60,8%.

Ou seja, mesmo que somente a Ford tivesse sido o único investimento na Bahia, não há indicador que sustente que tenha gerado os 100 mil empregos alardeados pela deputada.

Se a FORD tivesse levado a Bahia ao paraíso, a oligarquia carlista teria um reinado eterno em Camaçari e no Estado da Bahia. Ocorre que o PT governa a cidade de Camaçari e venceu no primeiro turno a eleição para o governo baiano, impondo uma estrondosa derrota ao cacique ACM.

A deputada e seus aliados poderiam citar o impacto da GM aqui no Estado. No período de 1999 até 2005, o saldo total de empregos em todos os setores econômicos de Gravataí – indústria, comércio, agropecuária e serviços – foi de 10.000 empregos.

Se doar patrimônio e recursos públicos a mega-empresas fosse uma receita boa, Rigotto teria levado o Rio Grande ao pódio do crescimento, pois somente a Gerdau foi beneficiada com R$ 1 bilhão através do Fundopem. No governo de Yeda e Rigotto, entretanto, o Rio Grande tem um crescimento três vezes menor que a média nacional [2,7% contra 7,9%].

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Militante do PSDB arranca dedo de petista

A campanha tucano-pefelista desaguou na violência e no ataque selvagem às pessoas que pensam diferente deles. Nesta semana, uma pessoa que usava camisa com a inscrição "Lula sim" foi hostilizada e atacada por uma apoiadora fanática de Alckmin, e teve um dedo arrancado por mordida. É surrealista.
A reportagem completa pode ser vista no saite Terra Magazine [clique].

Rio Grande precisa de governador amigo de Lula

Com o discurso raivoso contra o PT e o governo Lula, a candidata Yeda repete o velho comportamento do PSDB que prejudicaria o Rio Grande na relação com o governo federal, caso ela fosse eleita governadora. Os tucanos não conseguem conviver com governantes que pensam diferente e que não pertencem ao bloco ideológico do PSDB.

O Rio Grande foi sacrificado quando Fernando Henrique era presidente do Brasil. O ex-presidente não fez uma única visita ao Estado durante todo o governo Olívio, além de ter tramado, com seus deputados e o oligarca ACM, a transferência da Ford para a Bahia.

Seria preocupante a hipótese de que o Estado pudesse perder a chance de engatar no ciclo de crescimento e investimentos do governo federal no Rio Grande devido à falta de experiência e de diálogo democrático dos setores truculentos representados na candidatura de Yeda-Feijó.

Olívio é a certeza de colocar o Rio Grande na vanguarda dos novos investimentos e da modernização da infra-estrutura estadual junto com Lula.

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Deus quis, deus conseguiu

Mais cedo do esperado, estão sendo revelados os bastidores da trama montada para impedir a reeleição de Lula já no primeiro turno. A revista Carta Capital dessa semana faz esclarecedora reportagem sobre o assunto.

E hoje o blógue de Paulo Henrique Amorim [clique] disponibiliza a gravação da conversa mantida pelo delegado da PF, Edmilson Bruno, e os jornalistas para os quais ele entregaria ilegalmente os documentos e materiais [fotografias] do inquérito. É estarrecedor!

Por todos os ângulos que se investigue a manipulação feita nos três dias imediatamente anteriores ao primeiro turno, a Rede Globo figura como um Deus onipotente e onipresente. Para mais análise sobre o assunto, clique aqui para ler também o artigo William Bonner Presidente.

Privatizar está no DNA

O verbo privatizar é o predileto do tucanato e dos pefelistas. Está no DNA do PSDB e do PFL. Esta é a única fórmula que a aliança tucano-pefelista tem para governar. Entregam o patrimônio público em verdadeiras farras de privatização. A isso denominam “choque de gestão”.

O ex-presidente Fernando Henrique, uma espécie de oráculo de Alckmin e Yeda-Feijó, novamente admitiu hoje que não é contrário à privatização da Petrobrás e até do Banco do Brasil.

Pelo menos FHC é mais honesto que sua conterrânea Yeda, que passa todo o tempo negando o que o vice Feijó já admitiu: o plebiscito para a privatização do BANRISUL e a venda da PROCERGS, CEEE, CORSAN e a extinção da FEE e da UERGS.

Está fora de questão que, caso eleitos, Alckmin e Yeda retomariam a agenda atrasada das privatizações e de sucateamento do Estado e dos serviços públicos.

O mito da partidarização da Brigada

Na campanha Yeda repete os mantras preconceituosos criados pela direita e difundidos pela mídia ainda durante o governo Olívio. Um deles é o da “partidarização da Brigada”. É uma conversa que não passa de mistificação.

A administração da BM foi técnica, profissional. Foram repostos 3.800 brigadianos dos mais de 6 mil demitidos no PDV que o PSDB fez com Britto.

A BM recebeu treinamento permanente nas áreas de inteligência e integração. E os servidores foram equipados e valorizados. As promoções por antiguidade foram 72% do total das promoções havidas.

Durante a gestão do bloco do PSDB na Brigada, fizeram mais promoções por merecimento do que por antiguidade para favorecer os correligionários – isso sim é partidarizar.

Acusar a Brigada de partidarizada por atuar com planejamento, preparo, diálogo e de cumprir a lei sem violência contra os movimentos sociais, é um tremendo absurdo.

No governo Rigotto, do qual a deputada fez parte, ressuscitaram a cultura da truculência, e por desmando de setores minoritários do comando, um sindicalista foi morto numa manifestação social.

No atual governo, o coronel que foi comandante da Brigada pertence ao PSDB e foi candidato a deputado pelo partido nesta eleição. A cantilena da deputada Yeda, portanto, não passa de tentativa de difundir preconceitos e mentiras contra a experiência do governo Olívio, que iniciou um processo importante de integração entre as polícias e teve uma atuação fundada na inteligência e no planejamento das ações policiais.

Seria conveniente a deputada apresentar propostas concretas ao invés de atacar levianamente Olívio. Afinal de contas, O PSDB entende muito de partidarização na área da segurança. Junto com o desastre da política de segurança em São Paulo, criou um partido chamado PCC.

A certeza da mudança versus o risco do retrocesso

O núcleo constitutivo do programa de governo de Yeda são as PPPs - Parcerias Público-Privadas. Com seu projeto liberal-radical de maximização de oportunidades de e ao Mercado, Yeda representa não só o risco das privatizações, como também riscos de inviabilização da agricultura, de pedagiamento das estradas, de eliminação do subsídio habitacional e do aumento de custos do Estado com a terceirização dos presídios.
Clique aqui para ler análise a este respeito.

Desfaçatez e Mentira



Desfaçatez e mentira. Estas são as principais marcas de Yeda na campanha eleitoral. Ela levou ao extremo o mantra de Goebbels de que a mentira repetida milhões de vezes se torna verdade.

Ontem no programa de televisão apresentou uma declaração fajuta de que nunca havia votado as matérias contra os trabalhadores e servidores públicos no Congresso. Mentira. Não só ajudou a aprovar a reforma previdenciária de FHC como recebeu NOTA ZERO do DIAP.

Dias atrás, em debate numa emissora de televisão, a deputada mentiu que se aposentou depois de 30 anos de trabalho na UFRGS. De tanta desfaçatez, é capaz de morrer afirmando ter se aposentado com 30 anos de trabalho, apesar da Portaria de 16/09/1993 [ao lado], que mostra que ela se aposentou aos 49 anos de idade com apenas 22 de trabalho.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Gestão do PSDB joga no lixo trabalho de muitos governos

O PSDB foi responsável pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente [SEMA] até pouco antes das eleições, quando o último secretário se afastou para concorrer a deputado estadual.

Aconteceram três mudanças de secretário na SEMA devido a interesses partidários e eleitorais do PSDB. Isso causou a descontinuidade nos projetos e trabalhos da instituição, pois cada novo secretário impôs um jeito diferente de trabalhar e apadrinhou os correligionários mais próximos para tocar a Pasta.

Faz muito tempo que os servidores denunciam o esvaziamento da Secretaria e da FEPAM com a falta de técnicos, a saída de fiscais, a precariedade da estrutura e a descontinuidade de programas importantíssimos, como o Pró-Guaíba. Os laboratórios de análise, controle e monitoramento ambiental foram defasados e não permitem o trabalho adequado dos técnicos da área.

Além disso, há comentários de adoção de critérios políticos e não técnicos na fiscalização de empresas poluentes.

A catástrofe do Rio dos Sinos poderia ter sido evitada se a SEMA e a FEPAM não tivessem sido espezinhadas e partidarizadas na gestão do PSDB. A má gestão do partido de Yeda na área ambiental está na raiz do desastre do Rio dos Sinos, e é responsável por um dos maiores crimes ambientais já ocorridos no Rio Grande do Sul desde Hermenegildo, em 1977.

Este acontecimento prejudica um trabalho implementado por diversas gerações e sucessivos governos ao longo dos últimos 30 anos através de programas de recuperação ambiental e do Pró-Guaíba, por exemplo.

Quando a ação do PSDB pode ser comparada com a experiência concreta, na vida, pode-se ver o quanto é temerária. Na área ambiental, o jeito de Yeda governar já não é ameaça, é prejuízo gravíssimo. Além da má gestão e da visão equivocada de política ambiental, preocupa a posição da candidata de não repor funcionários em função das aposentadorias, o que vai afetar ainda mais as áreas de maior carência do serviço público, como de fiscalização ambiental e de segurança, saúde e educação e outras para o atendimento da população.

No governo Olívio a SEMA foi criada e a FEPAM qualificada e modernizada. Também foi criado o Código Estadual do Meio Ambiente, que estava a anos em discussão no Legislativo sem apoio do Executivo, que capacita a ação estatal no exercício da política ambiental.

Olívio enfrentou com competência o grave problema do Navio Bahamas, evitando a ocorrência de um desastre em Rio Grande. Isso foi possível porque realizou investimentos, valorizou os servidores e modernizou os laboratórios de análise e monitoramento ambiental.

A FEPAM e a SEMA são fundamentais para o desenvolvimento sustentável do Rio Grande, e devem ser fortalecidas para agilizar procedimentos e colaborar para que as empresas e todos os emissores de poluentes se harmonizem com as normas ambientais.

O Rio Grande, que é vanguarda na defesa do meio ambiente, não pode continuar sofrendo o retrocesso causado pelo PSDB e seus aliados que fazem mal à saúde, ao desenvolvimento e ao meio ambiente.